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Dise apreende K2 em Jundiaí, maconha sintética que causa surto de internações



Droga recém-chegada ao Brasil, a maconha sintética, conhecida como K2, foi apreendida em duas ações distintas da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Jundiaí na semana que passou.

O fato é um alerta aos profissionais de saúde e comprova que o narcótico, que causou 147 intoxicações em Guarulhos apenas neste ano e provocou um surto de internações nos Estados Unidos, já chegou à Região de Jundiaí e pode estar sendo disseminado a usuários de drogas mais potentes, como o crack.

Uma das apreensões, de acordo com o delegado Marcel Fehr, titular da Dise, ocorreu no Jardim São Camilo. Segundo ele, o entorpecente foi encontrado em poder de um rapaz sentado em uma mureta, segurando uma sacola e um rádio-comunicador (HT), que vestia uma camisa se time de futebol.

Com diversos antecedentes criminais, o jovem estava em poder de 12 porções de maconha, cinco pedras de crack e 22 porções de K2, além de dinheiro oriundo da venda no bairro.

 A outra apreensão da maconha sintética aconteceu no bairro Almerinda Chaves. Fehr explicou que denúncia anônima levou policiais da especializada à rua Dario Bochino, onde foi flagrado um colombiano vendendo narcóticos na via pública.

Com ele, foram encontrados 14 tubetes de cocaína, 15 pedras de crack e 10 porções de K2, além de dinheiro resultante da venda. Aos policiais, o estrangeiro confirmou o envolvimento com o tráfico, dizendo que estava morando da rua desde que veio da Colômbia. Ele afirmou ainda que não possui familiares na Região.

Louveira

Além das duas ações distintas que resultaram na apreensão da maconha sintética, a Dise também prendeu em Louveira um criminoso que vendia entorpecentes em uma academia a céu aberto, em uma praça do município. Com ele, os policiais encontraram R$ 55 em dinheiro e 19 porções de crack. 

O delegado Marcel Fehr explicou que os três detidos foram encaminhados para audiência de custódia, e que a Dise requereu a conversão de todos de flagrante para preventiva.

Ele salientou que, no caso de Louveira, há o agravante de o tráfico estar sendo feito em uma área de lazer, esporta e recreação.