A Fast Shop firmou, nesta segunda-feira (15), um Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), comprometendo-se a pagar R$ 100 milhões como parte das investigações da Operação Ícaro, que apura um esquema de pagamentos irregulares a servidores da Secretaria da Fazenda.
Segundo o GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Recuperação de Ativos e Repressão aos Crimes de Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro), a varejista transferiu cerca de R$ 422,7 milhões para a empresa de fachada Smart Tax, entre dezembro de 2021 e julho de 2025, em troca de ressarcimentos de ICMS que somaram R$ 1,59 bilhão.
A operação foi deflagrada em 12 de agosto e resultou na primeira denúncia formal em 29 de agosto, por corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo dois sócios e um diretor da Fast Shop. O acordo prevê que a empresa implemente um programa rigoroso de compliance e adote novas práticas de governança.
Apesar do pagamento da multa, a Fast Shop ainda deverá quitar eventuais débitos tributários identificados durante a auditoria que será realizada em parceria com a Secretaria da Fazenda.
As autoridades não divulgaram os nomes dos servidores envolvidos nem os valores recebidos individualmente. O MP ressaltou que o objetivo do acordo é responsabilizar a empresa sem comprometer sua operação e os empregos gerados, enquanto as investigações seguem em andamento.
