O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira (4) que controla cerca de 40% da Cidade de Gaza, enquanto novos bombardeios forçam milhares de palestinos a deixar suas casas. Moradores, no entanto, desafiam ordens de evacuação e permanecem nas áreas atingidas pelos avanços militares.
Segundo autoridades de saúde de Gaza, pelo menos 53 pessoas morreram nesta quinta-feira, principalmente nos subúrbios da cidade, a poucos quilômetros do centro. A ofensiva terrestre foi iniciada em 10 de agosto pelo premiê Benjamin Netanyahu, com o objetivo de derrotar os militantes do Hamas na região mais densamente povoada da Faixa de Gaza.
Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, após ataque terrorista do Hamas que matou 1.200 israelenses e sequestrou 251 reféns, cerca de 1,9 milhão de palestinos — mais de 80% da população da Faixa de Gaza — foram deslocados. Pelo menos 63 mil palestinos morreram desde então, segundo o Ministério de Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, enquanto Israel estima que 20 mil dos mortos sejam combatentes do grupo radical.
A crise humanitária se agrava diariamente: a ONU alerta que mais de mil pessoas morreram tentando obter alimentos desde maio, quando Israel restringiu a entrada de suprimentos. O bloqueio e a escassez de alimentos têm provocado mortes por inanção em Gaza.
Israel afirma que a ofensiva pode terminar com a rendição do Hamas, enquanto o grupo exige melhora nas condições humanitárias para retomar negociações. A guerra intensifica a pressão internacional e mantém a população civil em situação crítica, com relatos constantes de deslocamento, fome e mortes.
