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Geração de empregos formais cresce e empresas precisam investir em saúde do trabalhador, alerta especialista

 

O Brasil criou 129.775 novas vagas formais em julho de 2025, segundo o Novo Caged, divulgado em 27 de agosto pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, já são 1,34 milhão de vínculos (+2,86%) e, nos últimos 12 meses, o saldo chega a 1,52 milhão de empregos.

O setor de serviços liderou as contratações (50.159), seguido por comércio (27.325), indústria (24.426), construção (19.066) e agropecuária (8.795). Entre os estados, os maiores saldos foram registrados em São Paulo (+42.798), Mato Grosso (+9.540) e Bahia (+9.436).

Para o médico do trabalho e CEO da PrevMet, Dr. João Lotierzo Neto, o crescimento do emprego reforça a necessidade de atenção à saúde ocupacional. “Quando a economia aquece, cresce também a responsabilidade dos empregadores. Investir em prevenção reduz afastamentos e protege a produtividade.”

O especialista alerta que muitas empresas ainda tratam o tema como mera obrigação legal. Entre as medidas prioritárias, ele recomenda exames periódicos, ergonomia, atenção à saúde mental e programas de prevenção de doenças ocupacionais. Segundo ele, “cada real aplicado em prevenção gera economia futura com afastamentos e reposição de pessoal.”

Segundo Dr. João, empresas que já adotaram gestão integrada de saúde com apoio de soluções digitais registram queda nos afastamentos e melhoria no clima organizacional.

Com o mercado formal em expansão, o alerta é claro: o cuidado estruturado com a saúde dos colaboradores é decisivo para evitar perdas de produtividade e custos desnecessários.