O Banco Central do Brasil anunciou nesta sexta-feira (5) novas medidas para reforçar a segurança do sistema financeiro nacional após uma série de ataques cibernéticos a instituições financeiras.
A principal mudança impõe um teto de R$ 15 mil para transferências digitais realizadas por instituições de pagamento não autorizadas conectadas à Rede do Sistema Financeiro Nacional por meio de provedores de tecnologia. O objetivo é dificultar operações criminosas em larga escala.
Segundo o presidente do BC, Gabriel Galipolo, 99% das transações corporativas via Pix ou TED estão abaixo desse valor. “Ao limitar o valor da transferência, forçamos os invasores a realizar mais operações, o que dificulta golpes que costumam envolver transações altas e únicas”, explicou durante coletiva de imprensa.
Galipolo destacou que as novas regras são direcionadas ao crime organizado, não às instituições financeiras.
Outra mudança importante é a exigência de que todas as instituições de pagamento tenham autorização prévia do BC para operar. Além disso, o prazo para que empresas sem licença regularizem sua situação foi antecipado de dezembro de 2029 para maio de 2026.
As medidas fazem parte de um plano mais amplo para aumentar a proteção do sistema financeiro brasileiro diante do crescimento de crimes digitais.
