apagar

Quase 42% dos brasileiros gostariam de saber mais sobre inteligência artificial

Em uma pesquisa realizada e divulgada pela Sherlock Communications, foi revelado que 42% dos brasileiros ouvidos gostariam de saber mais sobre inteligência artificial e seus usos, ao passo que 26% afirmam já utilizar ferramentas diariamente no trabalho.




Na pesquisa, que recebeu o nome de Cibersegurança: Proteção de Dados e IA na América Latina, mais de 3.400 pessoas responderam um formulário composto por perguntas que levantavam informações a respeito de inteligência artificial, proteção de dados e, ainda, cibersegurança como um todo. A pesquisa ouviu pessoas de seis países.
O número demonstra uma tendência na América Latina como um todo, pois em outros países ouvidos os resultados também apontam para um crescimento na curiosidade a respeito de aplicações e no inegável avanço da inteligência artificial. Na Argentina, 39% das pessoas responderam ter o mesmo interesse, ao passo que no Chile, 43%; na Colômbia, 47%; no México e 47% no Peru.
Esse resultado surpreende conforme outros números se revelam: enquanto uma grande parcela dos ouvidos já utilizam IAs, 19% dizem achá-las assustadoras. O sentimento de assombramento em relação ao avanço das tecnologias, no entanto, muito diz respeito à própria produção cultural que explorou durante anos o tema como algo potencialmente nocivo à humanidade.
No entanto, com mais notícias sobre inteligência artificial, o sentimento tende a se dissolver conforme ganha espaço o conhecimento a respeito dos benefícios e formas de utilização das ferramentas desenvolvidas.

Pesquisa abrange também cibersegurança e aponta para a necessidade de maior envolvimento governamental

Apenas no Brasil, 859 pessoas foram ouvidas – a maior amostragem dentre todos os países participantes – e 55% delas afirmaram que deixariam de fazer negócios com uma empresa que vazasse seus dados pessoais e, ainda, diriam para familiares e amigos evitarem também o uso dos seus serviços.
Essa resposta demonstra o quanto a proteção de dados pessoais é importante para o brasileiro e o quanto, ainda, mesmo com dez anos desde que foi promulgado o Marco Civil da Internet, a discussão se faz necessária também em ambientes de regulação.
Ainda que haja esforços governamentais nesse sentido, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, aprovada em 2018, ainda prevalece um sentimento de vulnerabilidade entre a população ouvida e isso é motivado, sobretudo, pela falta de clareza em como dados pessoais são utilizados por empresas.
Cerca de 43% das pessoas ouvidas na pesquisa no Brasil responderam que é justamente a falta de clareza nas políticas de privacidade que fazem com que se sintam mais inseguras ao compartilhar informações pessoais com empresas e que, caso fossem mais fáceis de entender, se sentiriam mais dispostos a fornecer dados quando solicitados.

Segurança digital como preocupação dos brasileiros

Em relação à segurança digital, armazenamento de dados e, ainda, medidas tomadas para maior proteção, os brasileiros seguem afirmando que têm em alta conta a preocupação com a segurança de suas informações, das suas finanças e também com as facilidades de sistemas de pagamento digitais:
42% afirmam utilizar nuvem para armazenamento de arquivos pessoais;
44% afirmam conhecer medidas para verificar se sites são seguros antes de fazer uma compra online;
40% concordam que dispositivos eletrônicos são capazes de ouvir nossas conversas;
45% afirmam sempre manter seus sistemas operacionais atualizados, como do smartphone ou do computador.