Justiça autoriza quebra de sigilo de Milton Leite em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC


A Justiça determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Milton Leite (União Brasil), presidente da Câmara Municipal de São Paulo, como parte da Operação Fim da Linha, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) através de empresas de ônibus na capital paulista.

Promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) afirmam que Leite teve um "papel juridicamente relevante" nos crimes investigados, que envolvem a empresa de ônibus Transwolff.

O pedido de quebra de sigilo foi feito em fevereiro do ano passado, quando o Ministério Público apontou uma possível ligação do vereador com os dirigentes da Transwolff. A autorização judicial foi concedida recentemente pelo juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores.

A investigação do Gaeco aponta que a Transwolff e a UPBus, ambas empresas de ônibus investigadas, receberam mais de R$ 5,3 bilhões da prefeitura desde 2015. As empresas são suspeitas de lavar dinheiro do tráfico de drogas do PCC.

Milton Leite se defende das acusações, afirmando que é apenas testemunha no caso e que desconhecia a quebra de seus sigilos. Ele se colocou à disposição do Ministério Público para fornecer seus dados fiscais e bancários.

A Operação Fim da Linha já resultou na prisão de diversos vereadores e empresários acusados de envolvimento com o PCC. As investigações continuam em andamento.

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