A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos vota na tarde desta quarta-feira (13) uma legislação que propõe o banimento do TikTok em todo o território americano. A medida, que visa remover o aplicativo de todas as lojas de apps no país, só não será aplicada se a ByteDance, empresa chinesa proprietária do TikTok, vender o app para uma companhia não associada à China.
Autoridades de inteligência dos EUA levantaram alarmes sobre a potencial influência da China nas eleições americanas através da rede social, além de suspeitas de que o governo chinês possa estar espionando usuários e manipulando o algoritmo da plataforma.
Atualmente, o TikTok já enfrenta restrições em 39 estados americanos, onde seu uso em dispositivos móveis corporativos de funcionários públicos é proibido. A discussão sobre a segurança e a influência do TikTok não é nova, mas a proposta de banimento total representa um marco significativo na abordagem americana à tecnologia e à influência estrangeira.
A proposta de lei, embora tenha sido iniciada por um membro do Partido Republicano, conta com apoio bipartidário, incluindo endosso de democratas, indicando uma forte possibilidade de aprovação na Câmara. No entanto, o desfecho no Senado permanece incerto.
O presidente Joe Biden indicou que vai assinar a lei caso ela passe pelo Congresso, enquanto o ex-presidente Donald Trump descreveu o TikTok como uma ameaça à segurança nacional. Trump também sugeriu que o banimento beneficiaria a Meta, empresa que ele critica abertamente.
Com quase 150 milhões de usuários nos Estados Unidos, o TikTok é extremamente popular, o que torna a votação de hoje altamente controversa. Legisladores estão sob intensa pressão do público, com milhares de ligações aos gabinetes pedindo que votem contra o projeto de lei.
A decisão de hoje pode influenciar outros países parceiros, prejudicando ainda mais as relações globais entre países concorrentes.
Com informações do The News
