São Paulo confirmou recentemente cinco casos de infecção pela bactéria Mycoplasma pneumoniae, a mesma que causou um surto de pneumonia na China. A incidência dessa bactéria não é uma novidade, mas o aumento recente de casos chamou a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS), que emitiu um alerta no final de novembro sobre sua proliferação, especialmente entre crianças no norte da China.
Esse patógeno é conhecido por causar surtos, principalmente em ambientes escolares, e tem sido observado em outros países como Estados Unidos, Coreia do Sul, Holanda, Dinamarca e Irlanda. Embora a bactéria seja tratável com antibióticos, especialistas recomendam atenção, principalmente devido à época do ano, que favorece infecções respiratórias. Contudo, eles não veem motivo para alarme imediato.
Os sintomas da infecção por Mycoplasma pneumoniae são semelhantes aos da gripe, incluindo coriza, febre, dor de garganta e tosse seca. A transmissão ocorre pelas vias aéreas, através de gotículas no ar. Casos graves são raros, e o período de incubação varia de uma a três semanas, com início dos sintomas geralmente gradual.
O aumento nos casos de pneumonia pediátrica pode ser atribuído, em parte, ao inverno no Hemisfério Norte, que eleva as infecções respiratórias, e ao isolamento imposto pela pandemia de Covid-19, que reduziu o contato de crianças com vírus e bactérias, impactando no desenvolvimento de imunidade contra eles.
A situação na China, em particular, é notável pelo impacto grave que a infecção por Mycoplasma pneumoniae teve sobre as crianças, diferindo de outros países onde a infecção é geralmente fácil de tratar. Após o levantamento das restrições da COVID-19, houve um aumento nos casos, mas a maioria relatada na China foi devido a esta bactéria, enquanto outros países registraram principalmente infecções virais.
Esse padrão foi observado não apenas na China, mas também em outras localidades como Rússia, Dinamarca e Filipinas, demonstrando um fenômeno global.

