A cidade de Campinas, localizada no estado de São Paulo, Brasil, enfrentou um episódio climático severo na tarde de quarta-feira, resultando em um estado de alerta devido a intensas chuvas. Estas precipitações, que alcançaram 90,4 milímetros em apenas uma hora, provocaram uma série de transtornos na área urbana, incluindo inundações e danos a propriedades e infraestruturas públicas.
Os bairros mais impactados pela inundação foram o Centro e a região Sul da cidade, com destaque para áreas como Jardim Novo Campos Elíseos, Jardim São Pedro de Viracopos, Vila Aeroporto, Parque Aeroporto, Parque Universitário de Viracopos, Jardim das Bandeiras, Vila Mimosa, Jardim do Lago, Parque São Martinho e Vila Lourdes. Nestes locais, várias residências sofreram com a invasão das águas.
Além dos alagamentos em imóveis, a tempestade causou o colapso de um muro no Jardim Proença e a queda de uma árvore no bairro Ponte Preta. Importantes vias de tráfego, como a Av. Dr. Heitor Penteado, Av. Das Amoreiras, Av. Orosimbo Maia, Av. Barão de Itapura, entre outras, foram bloqueadas devido ao acúmulo de água, dificultando a mobilidade urbana.
Em resposta a essas adversidades, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) implementou uma operação especial de contrafluxo na Rua Coronel Quirino. A medida visava a organizar o tráfego e minimizar os impactos do alagamento nas rotas de transporte.
No setor de serviços públicos, houve relatos de danos no Hospital Mário Gatti e na Unidade Pediátrica Mário Gattinho, embora os serviços de saúde não tenham sido interrompidos. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Pavanatti Fávaro, localizada no Jardim São Cristóvão, também sofreu danos, com a queda de um muro, sem registro de feridos.
Por fim, dois guardas municipais, enquanto atendiam uma ocorrência no bairro Cidade Jardim, vivenciaram uma situação perigosa quando a viatura foi arrastada pela enxurrada. Felizmente, não houve ferimentos, pois os agentes estavam fora do veículo no momento do incidente.
Esta situação em Campinas destaca a necessidade de preparação e resposta adequadas a eventos climáticos extremos, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas.

