O aplicativo "Celular Seguro", lançado pelo governo federal em 19 de dezembro, vem gerando controvérsias entre os usuários. Este sistema, criado para permitir o bloqueio rápido de celulares roubados, furtados ou perdidos, está sendo criticado por não oferecer uma opção de desbloqueio após a recuperação do dispositivo.
Usuários que baixaram o aplicativo na App Store têm reportado que, apesar de o sistema funcionar adequadamente para bloquear os aparelhos, não existe um método claro para reativar os dispositivos. Alguns até realizaram testes de bloqueio em seus próprios aparelhos e agora enfrentam dificuldades para reverter a ação. A falta de informações sobre como desbloquear os celulares gerou críticas tanto à Polícia quanto à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Até o momento desta publicação, o aplicativo possui uma avaliação média de 3,4 estrelas na App Store, com um total de 206 avaliações. Além das questões de desbloqueio, usuários também relatam problemas para acessar ou realizar login na plataforma.
O ministro da Justiça interino, Ricardo Cappelli, comentou sobre as dificuldades de desbloqueio dos aparelhos, enfatizando que a ferramenta não deve ser usada para testes. Contudo, não foram fornecidas soluções claras para aqueles que já enfrentam esse problema. Questionamentos enviados ao Ministério da Justiça sobre estas questões permanecem sem resposta.
O "Celular Seguro" resulta de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e várias instituições, incluindo Anatel, Febraban, ABR Telecom, Caixa Federal, Banco Inter, Banco do Brasil, Bradesco, Sicredi e Sicoob. Atualmente, não há um procedimento definido para o desbloqueio dos aparelhos, sendo necessário contatar individualmente cada instituição envolvida.
Segundo declarações de Cappelli à GloboNews, o aplicativo deve expandir suas funcionalidades até 9 de fevereiro de 2024, incluindo o bloqueio de linhas telefônicas. A expectativa é que, até 30 de dezembro, mais de 1 milhão de pessoas se cadastrem na plataforma. Até o momento, já são mais de 680 mil usuários cadastrados.
Para utilizar o "Celular Seguro", é necessário acessar o site ou baixar o aplicativo para dispositivos Android ou Apple, fazendo login através da conta gov.br. O usuário deve cadastrar o aparelho informando número, marca e modelo, podendo registrar mais de um dispositivo, desde que vinculados ao mesmo CPF.

