Queda nos preços de carnes marca primeiros oito meses de 2023, com outros itens da cesta básica também tendo baixa, aponta IBGE

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Segundo dados do IBGE divulgados recentemente, a carne filé-mignon registrou a maior redução de preço deste ano, com uma queda de 16,95%. Em um panorama geral, os preços das carnes tiveram uma redução média de 9,65% nos primeiros oito meses de 2023, e de 1,9% apenas em agosto.

Outros cortes de carne como alcatra e contrafilé também acompanharam essa tendência de queda, com reduções de 13,46% e 11,77%, respectivamente. Este cenário não é exclusivo para as carnes; a pesquisa do IBGE indica que outros alimentos também mostraram diminuição nos preços. No caso do filé-mignon, o corte ficou em sexto lugar em uma lista de alimentos que tiveram reduções significativas de preço, seguindo atrás de itens como cebola e laranja.

Além das carnes, outros segmentos alimentícios também apresentaram variações. Aves e ovos tiveram uma queda menos acentuada de 6,30% no ano. Já os pescados mostraram um cenário misto, com algumas espécies, como a tainha, registrando alta de preços e outras, como o peroá, mostrando reduções.

O setor de alimentos e bebidas, como um todo, teve uma deflação pelo terceiro mês consecutivo, com uma queda de 0,85% em agosto. Em relação à inflação geral do país, o IPCA foi de 0,23% em agosto, acumulando alta de 3,23% em 2023.

A situação é atribuída a fatores como uma boa safra de grãos e condições climáticas favoráveis, que reduziram os custos com alimentação animal. As projeções para o fechamento deste ano indicam que a queda nos preços deve continuar, mas o cenário para 2024 ainda permanece incerto devido a possíveis impactos climáticos.

Esse cenário de queda nos preços de itens essenciais, como carnes e aves, é relevante, especialmente para as famílias de baixa renda, já que esses produtos representam uma parcela significativa do orçamento doméstico.

Com informações do UOL.

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