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Lula é acusado de repetir propaganda russa e chinesa pela Casa Branca em meio a crise na Ucrânia



O governo dos Estados Unidos criticou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suas declarações sobre a guerra na Ucrânia. Em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, acusou Lula de "repetir a propaganda russa e chinesa sem olhar para os fatos". Kirby também afirmou que os comentários do presidente brasileiro "foram equivocados" e "profundamente problemáticos".

Kirby deixou claro que os Estados Unidos desejam o fim da guerra e que isso só será possível se a Rússia parar de atacar a Ucrânia e retirar suas tropas. Ele criticou os comentários de Lula sobre a possibilidade de a Ucrânia ceder a Crimeia para a Rússia, afirmando que tais comentários são equivocados, especialmente vindo de um país que defende os princípios de soberania e integridade territorial nas Nações Unidas.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, respondeu a John Kirby, afirmando que não concorda com as acusações contra o Brasil e desconhece as razões pelas quais foram feitas. Enquanto isso, o porta-voz de Assuntos Externos da União Europeia, Peter Stano, declarou que a Rússia é a culpada pelo prolongamento do conflito na Ucrânia.

Lula recebeu o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Brasília, e ambos destacaram a visão comum entre Brasil e Rússia para contribuir para a construção de um mundo "mais justo, verdadeiro e democrático". Lavrov agradeceu ao Brasil por sua contribuição na busca pelo fim da guerra na Ucrânia e convidou Lula e Mauro Vieira para visitar a Rússia. O chanceler russo afirmou que Brasil e Rússia estão trabalhando juntos para alcançar uma ordem mundial mais justa e correta.

Celso Amorim, assessor especial de Lula, esteve em Moscou no final de março e se encontrou com o presidente Vladimir Putin. Depois do encontro, Lula fez declarações a favor da Rússia sobre a guerra na Ucrânia. Ele defendeu a ideia de que a Ucrânia deveria ceder territórios à Rússia em troca de um acordo de paz. O presidente brasileiro voltou a falar sobre o assunto durante sua visita à China, afirmando que os Estados Unidos e a União Europeia deveriam falar em paz e convencer Putin e Zelensky a buscar uma solução pacífica para o conflito.