Um jovem de 19 anos da Virgínia, Estados Unidos, está liderando uma campanha para conscientizar as pessoas sobre os riscos dos cigarros eletrônicos, conhecidos como vapers. Draven Hatfield foi diagnosticado com a capacidade pulmonar de um fumante de três maços de cigarro por dia durante 30 anos ou de um idoso que fumou regularmente durante toda a vida. Ele começou a fumar aos 13 anos, escondido dos pais e logo se viciou, usando o cigarro eletrônico diariamente. O consumo intenso prejudicou seus sonhos de se tornar músico e cantor, e ele sofreu quatro colapsos pulmonares e passou por uma cirurgia de emergência para remover bolhas de ar de seus pulmões. Agora, Hatfield está se tratando com adesivos de nicotina e faz campanha para alertar sobre os riscos do uso do vape.
Os riscos à saúde do uso do vape são semelhantes aos do cigarro convencional, incluindo fadiga, dificuldade de respirar, hipertensão, infarto, cânceres, problemas de fertilidade e refluxo. Até mesmo os cigarros eletrônicos que não contêm nicotina podem oferecer riscos graves à saúde, uma vez que muitos deles contêm substâncias sem comprovação científica de segurança, como o glicerol, que já foi apontado como um provável causador de pneumonia em estudos iniciais.
Embora o cigarro eletrônico seja proibido no Brasil desde 2009, é comum encontrar usuários desse dispositivo no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que não há dados científicos suficientes sobre as consequências do uso dos vapers para a saúde e, portanto, eles não devem ser vendidos. No entanto, relatórios da própria Anvisa mostram a dificuldade de fiscalizar o comércio desses produtos, com importadores se aproveitando de brechas para continuar trazendo-os ao Brasil. De acordo com um relatório da agência publicado em 2016, pelo menos 30% dos fumantes brasileiros já experimentaram o vape.

