| Imagem ilustrativa - Pixabay |
Márcio Antônio Marçal, um jovem de apenas 26 anos, faleceu após sofrer uma hemorragia cerebral ao tentar montar em um cavalo sem sela. O animal estranhou e empinou, fazendo com que Márcio caísse e fosse atingido pelo peso do equino que caiu por cima dele.
Para agravar ainda mais a tragédia ocorrida em Petrolina, no estado de Pernambuco, a família de Márcio passou por outro momento traumatizante ao realizar o velório do jovem: o corpo do rapaz havia sido trocado.
O caixão com o suposto corpo de Márcio Antônio chegou ao distrito de Rajada, a cerca de 800 quilômetros de Recife, na última segunda-feira, 10, por volta das 00h29.
"Fomos todos chorar a perda do nosso ente querido e, assim que abriu o caixão, foi notória a diferença. Porém, o desespero foi maior e acabamos não tendo a reação de dizer que não era ele", relatou Vitória Gabriela, prima de Márcio, ao UOL.
A diferença mais notável foi encontrada nas tatuagens que Márcio tinha no braço esquerdo, com os nomes da mãe e de sua sobrinha, além de um dedo fraturado e cicatrizes pelo corpo.
Com isso, o caixão foi fechado e ficou no local por cerca de 25 minutos até que a funerária fosse notificada e desfizesse a troca. Enquanto isso, o corpo de Márcio estava a caminho de Lagoa Grande, um município vizinho, mas acabou sendo interceptado pelo pai do outro jovem — que havia morrido em um acidente de carro —, que seguia o carro da funerária e foi avisado da troca por meio de uma ligação de celular.
A família de Márcio culpa a funerária pelo transtorno e afirma que os documentos de Márcio foram fornecidos à empresa. Já o Instituto Médico Legal (IML) afirma que os dois corpos foram liberados para a mesma funerária e que ambos saíram com suas fichas assinadas pelo mesmo agente.
A Funerária Frei Damião, responsável pelos serviços prestados para as duas famílias, não se manifestou sobre o ocorrido. O IML, por sua vez, afirmou em nota que não pode se responsabilizar pelos corpos após estes serem retirados do departamento.
