Por Fábio Brolo - A atriz e roteirista Dani Valente, de 46 anos, sempre se considerou uma pessoa corajosa. Durante muito tempo, ela teve coragem para buscar novos caminhos quando não estava feliz em relacionamentos ou com pessoas com quem trabalhava. Mas, em um determinado momento, o medo a paralisou.
Em entrevista ao jornal Extra, Dani conta que a fibromialgia, uma síndrome reumatológica que causa dores musculares e fadiga, foi responsável por esse medo. Ela recebeu o diagnóstico apenas em 2015, depois de ter se mudado para os Estados Unidos com o marido, o ator e jornalista Christiano Cochrane, e a filha, Valentina.
“A fibromialgia me desencorajou a continuar atuando”, diz Dani, que trabalhou em vários programas de TV, incluindo o “Zorra Total” da Rede Globo.
Durante as gravações da atração, ela conta que chegava a chorar no camarim, pois tudo doía. “O artista extrapola os limites do corpo, né? Se o público está a postos, não interessa o que você está sentindo, tem que entregar o seu melhor”, diz a atriz.
Em Los Angeles, Dani passou a se dedicar apenas a escrever roteiros para o streaming e o cinema. No entanto, a fibromialgia não deixava de atormentá-la. Ela chegou a ficar de cama por três meses, sentindo uma sensação de estar voltando de uma anestesia geral. “Ouvia as pessoas, mas não conseguia me mexer. Se ia ao banheiro, voltava exausta. Se minha filha me chamava para brincar, eu disfarçava e a convidava para ver um filminho. Ela saía do quarto e eu desabava no choro. Se você fica assim por muito tempo, começa a ter depressão. Não tem como!”, relata.
Foi aí que ela foi apresentada por uma amiga a uma nutricionista holística e descobriu que a alimentação poderia ser a chave para o bem-estar. “Eu já havia passado por vários tratamentos e remédios, nada deu certo. Tinha um paladar extremamente infantil: comia macarrão aos quatro queijos e brigadeiro, tomava leite achocolatado, era toda trabalhada no açúcar. Dois meses depois de mudar a minha alimentação, um belo dia, acordei sem dor nenhuma. Nunca vou me esquecer dessa sensação. Foi a primeira vez em muitos anos que eu me senti confortável no meu corpo. Levantei da cama com energia, virei pro Chris e perguntei: ‘É assim que vocês, humanos, vivem?’. Parece frase de alien, né? Eu era ‘a pessoa mais feliz do mundo’”, conta.
Esse episódio inspirou Dani a escrever o livro “A pessoa mais feliz do mundo: Como a conquista de um intestino saudável me ajudou a superar uma doença autoimune”, que será lançado no próximo dia 22 de maio no Rio de Janeiro. Na obra, ela compartilha sua experiência pessoal e dá dicas de nutrição para quem sofre com a doença

