Na noite da última segunda-feira (24), a cantora Nayara Vilela, 32 anos, foi tragicamente encontrada morta em seu apartamento localizado em Rio Branco, capital do Acre. A Polícia Civil está investigando se a morte da artista, conhecida por sua carreira no piseiro, está relacionada a um possível incentivo ao suicídio por parte de seu marido, Tarcísio Araújo, ou se envolve um caso de feminicídio.
A confirmação do óbito de Nayara veio por meio de sua sogra e um dos bailarinos que a acompanhava em seus shows, ambos utilizando a plataforma Instagram para compartilhar a triste notícia. Nayara, que nasceu no estado de Mato Grosso, mas tinha um forte vínculo com o Acre, era uma figura popular nos eventos e bares noturnos de Rio Branco e outras cidades do interior.
Ela deixa um filho, Emanuel, de apenas 8 anos. Nayara e Tarcísio haviam se casado há cerca de um mês, e ele é atualmente considerado suspeito pela morte da cantora. Araújo prestou depoimento à polícia, já que imagens que circulam na internet mostram uma possível discussão entre o casal momentos antes da morte de Nayara.
A delegada titular da Delegacia da Mulher de Rio Branco (Deam), Elenice Frez, informou que o marido de Nayara, Tarcísio Araújo foi ouvido, inicialmente, como testemunha e que o caso foi encaminhado à delegacia da 3ª Regional.
No entanto, o delegado Karlesso Nespoli, da 3ª Regional, afirmou que, ao analisar preliminarmente as imagens, surgiu a dúvida sobre o possível induzimento ao suicídio e, portanto, o caso vai voltar para a Deam. Isso porque, caso seja confirmado o crime, se trata de violência doméstica. As investigações, segundo o delegado, devem durar cerca de 10 dias, entre depoimentos, diligências e laudos.
Vale ressaltar que Tarcísio é atirador esportivo e possui uma arma de fogo registrada e legalizada em casa. A Polícia Civil do Acre, sob a liderança do delegado Karlesso Nespoli, da 3ª Regional, está investigando se a cantora foi instigada a tirar a própria vida por seu marido. Apesar de não haver indícios de agressão física ou briga, a possibilidade de violência doméstica não foi descartada, conforme informado pelo delegado Nespoli ao telejornal local "JA 1".

