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| REUTERS/Marco Bello |
Nesta quarta-feira, 5 de abril, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestará depoimento na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília às 14h30, no caso que investiga a entrada ilegal de joias dadas ao governo brasileiro pela Arábia Saudita. A PF irá colher dez depoimentos simultaneamente e em salas diferentes para confrontar informações e impedir compartilhamentos de estratégias de defesa. Entre os depoentes, estão o ajudante de ordens do ex-presidente, tenente-coronel Mauro Cid, assessores do governo Bolsonaro, fiscais da Receita Federal, o coronel Marcelo Costa Câmara e o primeiro-sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva. Aliados de Bolsonaro acreditam que o depoimento é uma oportunidade para reduzir o desgaste com o escândalo das joias, e que falta ao ex-presidente colocar sua versão dos fatos. Bolsonaro negou irregularidades em entrevista exclusiva à CNN nos Estados Unidos, afirmando que as joias estavam cadastradas e que não houve má-fé por parte de ninguém. As defesas de Bolsonaro e Mauro Cid preferiram não comentar os depoimentos. Na véspera do depoimento, os advogados de Bolsonaro devolveram o terceiro pacote de joias, incluindo um relógio Rolex, em uma agência da Caixa em Brasília.

