Por conta da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, empresários brasileiros estão renovando seus esforços para tentar fazer frente ao avanço de plataformas de varejo internacionais no Brasil.
Empresários se reuniram com o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para apresentar seus argumentos e varejistas nacionais dizem que a competição é desleal porque as plataformas internacionais não pagam os mesmos impostos e custos trabalhistas, permitindo preços mais baixos.
As plataformas, por sua vez, dizem que cumprem as leis e normas locais e afirmam que seus serviços possibilitam ao consumidor brasileiro comprar produtos a preços acessíveis. O governo Lula tem a intenção de apresentar uma reforma tributária e empresários esperam medidas que tratem do varejo digital em breve. As empresas brasileiras viram, nos últimos anos, varejistas digitais estrangeiras, especialmente as chinesas AliExpress e Shein e a Shopee, de Cingapura, abocanharem uma parte do mercado com produtos bem mais em conta. As compras cross-border mais do que triplicaram entre 2018 e 2021, de acordo com o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), uma associação de empresas do setor. O IDV calcula que o cross-border já representava 16,5% do varejo no Brasil em 2021.

