apagar

Em novembro o governo Bolsonaro tentou liberar joias de 16,5 milhões apreendidas pela Receita Federal

 

Fonte: reprodução


O jornal O Estado de S. Paulo publicou uma nova reportagem revelando detalhes da última tentativa do governo Bolsonaro de liberar as joias apreendidas pela Receita Federal, presenteadas pelo regime da Arábia Saudita para a então primeira-dama Michelle Bolsonaro, avaliadas em R$ 16,5 milhões. Em 29 de dezembro de 2022, o servidor da Receita Marco Antonio Lopes Santanna foi abordado na base Aérea de Guarulhos pelo primeiro-sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva, com a missão determinada pelo então presidente Jair Bolsonaro de retirar as joias da alfândega. O servidor recusou-se a entregar as joias, e a última tentativa foi reforçada pelo secretário que comandava a Receita Federal, Júlio Cesar Vieira Gomes, mas sem sucesso. As joias permanecem no cofre da Receita em Guarulhos até hoje. Essa foi a oitava tentativa do governo Bolsonaro de liberar as joias, e a lei determina que presentes recebidos pelo presidente da república de outros chefes de estados sejam declarados de interesse público para compor o patrimônio cultural brasileiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro negou ter praticado qualquer ilegalidade e afirmou que não pediu nem recebeu o presente. O procedimento adotado pelo auditor-fiscal Marco Antônio Lopes Santanna foi considerado padrão e exemplar pelo Sindicato Nacional dos Fiscais da Receita Federal. Julio Cesar Vieira Gomes, Jairo Moreira da Silva e Marcos André dos Santos Soeiro não foram localizados para comentar a situação.