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Mulher pula de carro em movimento, depois que motorista muda a rota

 


Uma jovem de 21 anos saltou de um carro em movimento após o motorista de um aplicativo, de 54 anos, mudar a rota e dizer que a levaria para "um lugar mais bonito para chorar" em Itanhaém, uma cidade costeira de São Paulo. Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (15), a vítima, que não quis ser identificada, afirmou que tinha acabado de reprovar no exame para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de motocicleta.

O incidente foi denunciado à polícia e o motorista foi levado para a delegacia pela Guarda Civil Municipal. Ele está sendo investigado pela polícia por violência psicológica contra a mulher (leia mais abaixo).

A vítima explicou que estava fazendo a prova de habilitação de moto no bairro Cibratel. Ela se sentiu mal após ter sido reprovada no exame e pediu um carro por aplicativo para voltar para casa. "Eu estava conversando sobre isso com um amigo quando entrei no carro. Quando desliguei, o motorista perguntou por que eu estava triste", relatou.

Ela contou que respondeu que havia sido reprovada no teste de direção e o motorista perguntou se ela queria conversar sobre isso. No entanto, a jovem disse que não queria conversar e que apenas queria ir para casa. O motorista insistiu.

"Falei que não queria conversar e só queria ir para casa. Percebi que ele estava indo em uma direção diferente da minha casa. Ele começou a virar em ruas que não faziam parte do caminho e, quando olhei, ele estava subindo o morro. Perguntei por que ele estava mudando a rota", contou a jovem. Segundo ela, o motorista não respondeu e continuou dirigindo.

"Em um tom maldoso, ele disse que estava me levando para um lugar bonito para chorar melhor. Nesse momento, abri a porta e pulei do carro. Saí correndo e pedindo ajuda. Por sorte, encontrei um homem com um cachorro. O motorista manobrou, acelerou e veio atrás de mim pedindo que eu voltasse para o carro", relatou.

Ela contou ainda que o motorista insistiu para que ela voltasse ao carro, dizendo que a levaria para casa e que tinha família. "Eu vi que ele estava me levando para o morro. Se chegássemos lá em cima, o pior poderia acontecer. Isso nunca tinha acontecido comigo. Sempre uso carros por aplicativo porque acho bem prático, mas agora estou vendo que não é tão seguro assim".