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Menino de 10 anos mata com golpe de faca outro menino, de apenas 11 anos, em Franco da Rocha

 


Um menino de 10 anos esfaqueou um outro garoto, de 11 anos, após uma discussão na rua. A vítima, identificada como Caio Lucas, foi socorrida e levada a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu. O caso ocorreu em Franco da Rocha, na última segunda-feira (9).

De acordo com informações dos portais de notícias, o boletim de ocorrências registrou o caso como morte por suspeita/acidental por falta de "tipificação adequada".

O menino acusado do crime contou à polícia que estava brincando com outras crianças em cima de uma laje, quando passou a ser agredido. Ele teria corrido e se trancado em casa, com as outras crianças batendo na porta. Para se defender, ele disse ter pegado uma faca, mas que não tinha a intenção de matar e nem noção das consequências.

Outra versão, com base em relatos da família do menino que foi morto, diz que o garoto se desentendeu com o irmão da vítima e foi separado por Caio, que tentou encerrar a discussão. Ele então teria se dirigido até em casa e retornado com a faca, onde atingiu a outra criança e foi embora.

A mãe de Caio, Maria Elaine Gomes Bezerra, disse que estava com um pressentimento ruim no dia e que, pouco antes, tinha ligado para casa para saber se estava tudo bem. Ela disse que o menino mudou-se há pouco tempo para a região, já tinha se envolvido em outras confusões e, apesar de não se mostrar agressivo, ela tinha intenção de proibir que os filhos brincassem com ele.

A madrinha do menino que esfaqueou Caio disse que ele tem andado muito triste desde que o pai faleceu, há pouco tempo, mas concorda que ele deve ser responsabilizado pelo que fez.

Segundo nota divulgada pela Prefeitura de Franco da Rocha, a família e a criança autora da agressão "foram assistidos pelo Conselho Tutelar e encaminhados ao programa de proteção a crianças e adolescentes ameaçados de morte (PPCAM), em virtude do alto risco de sofrerem represálias. O conselho tutelar e as equipes de atendimento social e de saúde da prefeitura seguirão acompanhando ambas as famílias com o suporte que se fizer necessário".

Com informações do G1 e Crimes Reais.