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Aluno de Jundiaí atacado por manifestantes dentro de ônibus fala sobre medo de voltar às aulas: 'Temendo pela vida'



O episódio de violência e ameaça contra estudantes dentro de um ônibus na última quinta-feira (3), em Jundiaí , ainda preocupa quem tem que passar, diariamente, em frente aos manifestantes que permanecem concentrados em frente ao 12º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) da cidade.

Depois da sexta-feira (4) com aulas presenciais suspensas e uma manifestação realizada na Prefeitura de Jundiaí para pedir ações de segurança, o medo é um relato comum para o aluno Pedro Henrique Silva de Lima.

"A gente pediu ao prefeito para, de alguma forma, tirar aqueles manifestantes dali. Porque, como a gente pode ver, eles dizem que estão protestando pacificamente, mas é necessária apenas uma pessoa contrária para eles partirem para a violência. Então ninguém está seguro", afirma o aluno.

Pedro estava dentro do ônibus quando manifestantes jogaram um pedra na janela e invadiram o veículo. Um colega de Pedro, Vitor Cotrim, foi atingido pelos estilhaços de vidro e ficou ferido.

Já outro agressor, que já foi identificado e está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), tentou arrastar Pedro para fora do ônibus durante a confusão.

"No momento em que eles adentraram o ônibus, eu estava quieto, e o cara veio me puxar. Naquele momento, eu imaginei tudo de pior possível. Pensei que fosse morrer. Só na hora que eu vi que estava todo mundo ali [grupo de amigos] do meu lado que me deu uma tranquilizada", conta o estudante, de 18 anos.

Pedro estava dentro do ônibus quando manifestantes jogaram um pedra na janela e invadiram o veículo. Um colega de Pedro, Vitor Cotrim, foi atingido pelos estilhaços de vidro e ficou ferido.

Já outro agressor, que já foi identificado e está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), tentou arrastar Pedro para fora do ônibus durante a confusão.

"No momento em que eles adentraram o ônibus, eu estava quieto, e o cara veio me puxar. Naquele momento, eu imaginei tudo de pior possível. Pensei que fosse morrer. Só na hora que eu vi que estava todo mundo ali [grupo de amigos] do meu lado que me deu uma tranquilizada", conta o estudante, de 18 anos.

Ele conta que o homem só desistiu de puxá-lo para fora pois uma mulher, que aparentava ser parente do agressor, pediu um "basta" e para que ele soltasse Pedro.

"Me senti muito desprotegido e tive um baita sentimento de indignação. Na minha cabeça só se passava: 'eles vão me tirar desse ônibus, vão me bater, talvez me bater num ponto de eu morrer e a polícia só ia ficar ali olhando'", explica.

Pedro ainda conta que se surpreendeu com a dimensão que o caso tomou depois que os vídeos viralizaram por todo o país.

"Queríamos mostrar o nosso repúdio àquela manifestação. Eles estavam tirando o nosso direito de estudar. Da mesma forma que eles têm direito de protestar, a gente também tinha o direito de mostrar a nossa opinião. Ainda mais porque fazemos parte do grupo afetado por eles", opina o estudante.

A ETEVAV ficou dois dias sem aulas presenciais: na terça-feira (1º) e na sexta-feira (4). Com a ajuda de advogadas voluntárias, Pedro e Vitor - o garoto que foi ferido por estilhaços provocados pela pedra no vidro - abriram um boletim de ocorrência contra os agressores.

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