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Inversão de valores! Adolescente é condenada a pagar indenização à família do estuprador que matou a facadas

Uma adolescente norte-americana foi condenada a cinco anos de prisão em condicional e a pagar US$ 150 mil à família do homem que a prostituiu e a estuprou por ter se vingado e matado o sujeito com 30 facadas. Ela tinha 15 anos quando cometeu o suposto crime que ocorreu em junho de 2020.

Agora aos 17, Pieper enfrentava acusações de assassinato em primeiro grau pelo esfaqueamento fatal. No ano passado, ela se declarou culpada de homicídio involuntário e lesão intencional, podendo pegar até 20 anos de cadeia pelas duas acusações.

A sentença foi adiada na condição de que a jovem não viole a liberdade condicional, mas será obrigada a pagar a 'restituição' à família do estuprador já que esse pagamento é obrigatório pela constituição do estado americano de Iowa.

A jovem fugiu de casa após sofrer agressões da madrasta e acabou dormindo nos corredores de um prédio onde foi abrigada por um homem que a prostituiu.

Um dos 'clientes' era Zachary Brooks, que a estuprou diversas vezes nas semanas anteriores ao assassinato. No dia do crime, a jovem teria ido ao apartamento do homem ameaçada por uma faca, arma essa que acabou usando para matá-lo.

 o fato de tê-lo esfaqueado durante o sono acabarou pesando em sua condenação. A adolescente passou os últimos dois anos presa em um centro de detenção juvenil. Em uma declaração antes de ter sua sentença proferida, Pieper escreveu: “Meu espírito foi queimado, mas ainda brilha através das chamas. Ouça-me rugir, veja-me brilhar e me veja crescer. Sou uma sobrevivente”.

A promotoria não aceitou o argumento de Pieper ser uma vítima e a culpou por deixar os filhos do homem morto sem pai. O juiz do caso chegou a questioná-la se suas escolhas de vida a levaram ao momento extremo, no que ela respondeu: “Minhas intenções naquele dia não eram apenas sair e tirar a vida de alguém. Na minha mente, senti que não estava segura e senti que estava em perigo, o que resultou nos atos. Mas isso não tira o fato de que um crime foi cometido”. Ela disse que se arrependeu do que aconteceu naquele dia, “mas dizer que há uma vítima é um absurdo”.