Uma publicação no International Brazilian Journal of Urology, que será apresentada no XVII Congresso Paulista de Urologia, na terça-feira (6), chamou a atenção de brasileiros e também do mundo, com uma técnica cirúrgica capaz de aumentar um pênis em 3 ou 4 centímetros a mais do que os procedimentos conhecidos até o momento. As informações são da colunista Lúcia Helena, do Viva Bem do UOL.
A técnica apresentou sucesso total não só no aumento, como no caso de um paciente com micropênis ou amputados, como também criou do zero um órgão para um homem trans. Todos eles, sem necessidade de próteses, são capazes de ter ereções durante relações ou ao se masturbar.
O desenvolvimento da técnica remonta de cerca de 20 anos, quando uma criança de 8 meses teve o pênis dilacerado por um cão. Os médicos disseram à mãe que não havia o que fazer, a não ser, talvez, deixar o órgão parecido com o feminino.
Ela se recusou e o menino, já com 11 anos, conheceu o urologista Ubirajara Barroso Junior, coordenador da disciplina de urologia na Universidade Federal da Bahia e professor universitário, já reconhecido mundialmente pelos seus estudos sobre reconstrução genital.
Usando retalhos de pele de outras regiões do corpo, o adolescente passou pela reconstrução com sucesso, com o problema que o órgão jamais se ergueria com excitação.
Ubirajara continuou estudando, principalmente quando, alguns anos depois, o menino, já mais velho, voltou a procurá-lo em busca de uma solução.
A técnica desenvolvida pelo doutor utiliza a extensão de corpos cavernosos para possibilitar a ereção, em um processo complexo que se inicia com uma pequena incisão no períneo, sendo feito todo dentro do osso da bacia. A complexidade é tamanha que o procedimento chega a durar nove horas.
O resultado, no entanto, segundo o médico, é recompensador. Tanto para homens que tiveram o órgão amputado - cerca de 500 homens têm o pênis amputado no Brasil por ano, vítimas de câncer de pênis - quanto para os que sofrem com micropênis - condição caracterizada pelo órgão de tamanho bem inferior à média, condição médica causada por uma falta de testosterona em uma fase crítica do desenvolvimento do órgão - atinge um a cada 200 meninos.
Como resultado, o rapaz terminou o procedimento com um pênis funcional de 8 centímetros. O paciente que tinha micropênis, de 3,5 centímetros, agora tem um órgão com 9 centímetros. Por fim, o homem trans, tem um pênis de 6 centímetros e que funciona, conforme explica o médico:
"O corpo feminino também possui dois corpos cavernosos, que no caso culminam no clitóris, mas a porção interna tem quase o mesmo tamanho da porção interna dessas estruturas no corpo masculino e se prendem no mesmo lugar da bacia".
