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Região - Falsos policiais civis são presos após sequestro de traficante



Três homens foram presos na noite de domingo (7) após se passarem por policiais civis para sequestrar e pedir dinheiro de resgate de um suspeito de tráfico que fazia a venda de drogas no bairro Cidade Jardim, em Louveira.

A detenção foi feita por policiais militares acionados por meio de denúncia anônima ao 190 dando conta de que um trio armado havia abordado um morador local e o colocado à força dentro do carro.

O veículo dos suspeitos foi encontrado no bairro do Burck. No momento da abordagem, o condutor se identificou como investigador, mostrando um distintivo. O segundo ocupante desceu armado, enquanto o terceiro permaneceu no carro. Ele também portava uma arma.

Sem desconsiderar que os abordados pudessem estar falando a verdade, os militares agiram conforme procedimento da PM. Além do distintivo, pediram que o condutor, que falava pelo restante, apresentasse a funcional.

Antes de atender a ordem, o motorista do veículo manteve a versão de que se tratava de policiais, afirmando que eram de São José dos Campos e tinham ido a Louveira para cumprimento de mandado de prisão da pessoa que estava sendo mantida dentro do veículo.

A situação dos três homens, no entanto, começou a se complicar no momento em que nenhum deles apresentou funcional ou mesmo a ordem de prisão, necessariamente decretada pelo Poder Judiciário. Segundo a PM, um dos abordados portava uma arma com a numeração raspada.

Resgate

Com a confirmação de que nenhum dos três era, de fato, policial civil, os PMs tentaram entender o que eles pretendiam. A princípio, descobriram que o motorista do carro já havia sido condenado, sendo um egresso do sistema prisional.

Posteriormente, apuraram que eles planejaram o sequestro para pedir resgate ao dono do ponto de tráfico, agindo como falsos policiais civis na tentativa de evitar uma possível represália de criminosos. 

Eles já teriam até mesmo entrado em contato com o traficante, de quem exigiram, segundo levantamentos preliminares, R$ 20 mil, valor que não foi pago em razão da abordagem feita pela Polícia Militar.

Cadeia

Ao contrário de investigadores presos por corrupção, que são custodiados, no Estado de São Paulo, no Presídio Especial da Polícia Civil, na avenida Zaki Narchi, na Capital, o trio, que foi autuado em flagrante, deve cumprir pena em presídio comum logo que se finalize o processo criminal. Já o sequestrado, apesar da suspeita de envolvimento com o tráfico, foi liberado, uma vez que nenhuma droga foi encontrada com ele.

Eles devem ter a situação ainda mais complicada, uma vez que tais presídios são controlados por uma facção criminosa que age em unidades prisionais de todo o país e também controla os pontos de venda de drogas, não aceitando seus integrantes criminosos que tentam enganar outros criminosos, principalmente os envolvidos no tráfico.

Imagem: Divulgação

Fonte: Imprensa Policial