Na última terça-feira (16), um aluno de 14 anos foi vítima de agressão em frente à escola E.E. Doutor Eloy de Miranda Chaves, de Jundiaí,. A mãe do garoto registrou um boletim de ocorrência depois do caso.
"Ele está sem estudar desde a quinta-feira (16). Está com receio de voltar para a escola e eu estou muito preocupada", disse a mãe do garoto ao Portal G1.
Segundo informações do boletim de ocorrência, ele foi agredido por seis alunos a 100 metros de distância da porta da escola, em frente à UBS Aparecida.
Em um vídeo gravado por alunos que presenciaram a cena, o adolescente é golpeado diversas vezes com tapas e socos na cabeça e nas costas.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o motivo da agressão teria se iniciado depois que ele deu uma blusa a um amigo. O garoto conta que os colegas de sala não gostaram da atitude, dizendo que ele estaria gostando do amigo e este tinha namorada.
A mãe diz que a garota [namorada do amigo do filho] teria espalhado um boato de que ele ameaçou bater nela. "Em seguida, teve uma confusão no pátio da escola com muitos alunos indo para cima do meu filho. Meu filho, o amigo e a namorada foram chamados na diretoria e a situação foi amenizada", conta
"Porém, na hora da saída da escola, uns meninos foram atrás dele e fizeram essa covardia. Bateram bastante e machucaram ele."
A mãe da vítima explica que o garoto não contou à ela do ocorrido, pois sua mãe estava internada para se recuperar um infarto, sofrido na sexta-feira (12).
"Eu soube sem querer, porque me enviaram esse vídeo. Aí, eu peguei um Uber e fui direto para a escola. A princípio, a diretora me falou que não estava sabendo de nada. O coordenador falou que eles ficaram sabendo, sim, e que a confusão começou dentro do pátio da escola. E que depois disso, eles conversaram com os alunos e a situação foi controlada."
A mãe ainda diz não ter entendido porque não foi acionado o patrulhamento com a confusão que se iniciou dentro do E.E. Doutor Eloy de Miranda Chaves:
"Se a patrulha da Guarda Municipal tivesse sido acionada, meu filho não teria sido agredido. Como ela [diretora] viu que ele estava sendo ameaçada por um grupo, que poderia acontecer alguma coisa com o fim da aula e não fez nada?"
O garoto procurou atendimento médico na última quinta-feira (18) após o aparecimento de hematomas, está medicado e passa bem.
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