Homem confessa que assassinou ex-ministro Shinzo Abe para se vingar da igreja



Mundo – O suspeito Tetsuya Yamagami, de 41 anos, de ter assassinado o ex-premiê japonês Shinzo Abe, na última sexta-feira (8), com um tiro durante um comício, confessou à polícia que cometeu o crime para atingir um grupo religioso conhecido como a Igreja da Unificação.

Segundo informações, no depoimento o homem revelou que acreditava que Abe tinha envolvimento com o grupo e que seu assassinato abalaria diretamente a organização, que era seu alvo.

“Eu queria atingir o mais alto funcionário da organização, mas era difícil. Então, mirei em Abe porque acreditava que ele estava ligado a ela. Eu queria matá-lo”, disse em depoimento.

De acordo com a polícia, a família de Yamagami pertenceu ao grupo de religiosos por um tempo e na época e por isso, a mãe acabou entregando todo o dinheiro da família.

As dificuldades enfrentadas pelo suspeito ao longo dos anos por conta disso, o fizeram alimentar um desejo de vingança e ao saber que Abe, supostamente estava ligado ao grupo, ele decidiu abatê-lo e planejou todo o crime sozinho e por meses.

Além da arma encontrada com ele, a polícia achou outra três, todas de fabricação caseira, na casa dele e descobriu que um dia antes, ele chegou a ir a Okayama, onde Abe também discursou em um lugar público.

Contudo, na ocasião, ele não encontrou a oportunidade de atirar contra o ex-ministro. A Igreja da Unificação, é uma instituição fundada  em 1936 pelo Sun Myung Moon, que ficou conhecido ao longo do tempo como “Reverendo Moon”.

A fé do grupo está baseada na crença de que Moon foi escolhido por Deus, por meio de Jesus, para representá-lo na terra. O fundador morreu em 2012.

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