São muitos os crimes atribuídos ao homem pela companheira. Entre eles, de torná-la uma “escrava sexual”, vítima de inúmeros espancamentos e tentativas de assassinato por esganadura. A última no dia 16 passado, quando decidiu que não aguentava mais viver naquela situação.
Em chocante depoimento dado pela mulher, ela relatou ter perdido a visão de um olho por conta das constantes agressões, além de quase não mais enxergar do outro. Disse ainda que há anos foi obrigada a comer comida estragada, que seria guardada para apodrecer e, então, entregue pelo marido, que a forçava a se alimentar.
Ela também afirmou ser aposentada por invalidez e que, com o dinheiro que recebe do INSS, o companheiro pagaria a aluguel e gastaria o restante com “amantes”. Com 57 anos, a mulher chegou a comer um pão com presunto oferecido por policiais civis da delegacia. Ela se emocionou com o gesto e garantiu que há anos não comia algo “fresco e saboroso”.
O acusado foi preso por guardas municipais depois de chegar em casa e agredir a companheira. Ele, segundo a mulher, tentou enforcá-la, mas só não conseguiu desfalecê-la pela interferência do filho do casal, que decidiu que não mais deixaria o pai fazer isso com sua mãe.
Ambos chegaram a se trancar em um quarto e dali conseguiram ligar para a GM, que mandou uma equipe ao local. Em frente do imóvel, o homem foi encontrado na calçada, com um ferimento na cabeça provocado pelo filho em defesa da mãe, e não reagiu à prisão após relato de tudo o que ele vinha fazendo com a esposa.
Indagada sobre o motivo de não tê-lo denunciado antes, a mulher disse o mesmo que muitas vítimas de violência doméstica: temia que o cumprisse as promessas de assassiná-la caso o denunciasse.
Ela também implorou para que o companheiro ficasse preso, já que, solto, iria matá-la. Após os depoimentos, o delegado responsável pela prisão decidiu autuar o homem por violência doméstica e tentativa de homicídio triplamente qualificado, além de indiciá-lo por estupro.
Fonte: Imprensa Policial
