O comportamento das pessoas interfere no seu desempenho?


 

Pesquisa do Nube revela o quanto os brasileiros são influenciados por colegas no trabalho

Trabalhar com quem se gosta é um proveito fundamental para o desempenho do colaborador. Afinal, esse diálogo facilitado torna as demandas mais simples e seu desenvolvimento mais prazeroso. Contudo, essa interação pode ser prejudicial se não for bem observada. Nesse sentido, o Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios realizou um levantamento em seu site, entre 16 e 27 de maio de 2022, contando com a participação de 21.901 jovens de 15 a 29 anos, perguntando: “o comportamento das pessoas interfere no seu desempenho?”. Como resultado, encontramos um empate técnico, com grande parte dos envolvidos tranquilos com a conduta alheia. 


Com 32,8% (ou 7.190) dos votos, praticamente um terço dos participantes se consideram racionais e dizem evitar o envolvimento com questões alheias. Para Valdemir Romualdo, facilitador de treinamento do Nube, é essencial saber a hora de se comprometer. “Em todas as relações, sejam elas pessoais ou profissionais, o equilíbrio é crucial. Um dos fatores primordiais em um ambiente de trabalho se chama empatia, ou seja, essa condição humana de se colocar no lugar do outro, torna o espaço agradável e seguro. No entanto, é imprescindível avaliar até qual ponto o seu posicionamento pode prejudicá-lo ou até mesmo, a sua intervenção não seja para o bem dos envolvidos”, comenta. 


Nesse cenário, é indispensável estar atento. “Um dos fatores comportamentais da assertividade está em se posicionar corretamente expondo seu ponto de vista, para resultar em um ganho de todos. Por vezes, entrar em causas individuais quando o coletivo não está sob risco pode gerar um desgaste desnecessário. O melhor a ser feito é escutar de forma ativa quem está vivendo a questão em si, para a pessoa se sentir confortada e se estiver dentro das suas capacidades, orientá-la a levar o problema a quem de fato terá papel na solução do caso”, explica Romualdo. 


Para 32,4% (7.106) dos respondentes nem sempre foi assim, agora há uma facilidade em criar um filtro, porém os mesmos já foram afetados desfavoravelmente pelos colegas. “A primeira coisa e a mais desafiadora é reconhecer se está sob esse tipo de influência negativa. Se a situação estiver gerando desconforto e colocando em risco o clima e a sinergia da equipe, vale a pena uma intervenção sábia, demonstrando a sua disposição e o mais importante, falando por si mesmo, não envolvendo outras para não comprometê-las”, pontua o facilitador do Nube. 


Isso entra na situação de 1,9% (428) dos cidadãos, os quais abertamente se reconhecem como influenciáveis, dizendo serem muito comovidos. “Na maioria das vezes, estar inserido nessa dinâmica acontece de modo automático, raramente é percebido. Os indicadores para mostrar o quanto algo precisa ser feito são os resultados obtidos e os feedbacks recebidos. Além de reconhecer, avalie o grau de intensidade da relação, quanto mais juntos, maior será. Então, deixe claro seu foco e concentração, também se permita estar com pessoas diferentes sem romper de forma abrupta o elo já existente”, recomenda Romualdo. 


Esse laço com o time é fundamental para o desempenho das partes. Inclusive, 6,5% (1.427) dos interrogados afirmaram serem animais sociais e disseram dividir os sentimentos, ficando tristes e felizes juntos. Partilhar esse espírito com o grupo é vital, contudo, é essencial ter cautela. “Depende da intenção neste compartilhamento! No meio corporativo, criar uma rede de intrigas e fofocas é fácil, principalmente, com um comentário mal intencionado. Locais nos quais essas ponderações aleatórias e paralelas acabam sendo superiores aos assuntos profissionais tendem a fracassar em seus propósitos. Concentrar-se nos aspectos positivos e ser um agente de solução quanto aos erros é o mais saudável e coerente a ser feito”, expõe o especialista. 


Por fim, para completar o estudo, 26,2% (5.750) dos envolvidos destacam o quanto seu próprio comportamento nunca muda, pois são focados em suas metas. “Contudo, é preciso avaliar o quanto isso impactará nas suas relações interpessoais. Nós como seres biopsicossociais, temos as interações humanas como demanda, no entanto, é necessário estarmos abertos a nos adaptar a todos os obstáculos existentes nessa trajetória. Manter a energia em seus próprios objetivos fará as escolhas e decisões desafiadoras serem tomadas a fim de se alcançar o desejado. Lembrando: no decorrer destes processos, pessoas serão canais para eles serem alcançados”, finaliza Romualdo.


Fonte: Valdemir Romualdo, facilitador de treinamento do Nube


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