Jundiaí - Professor de capoeira responderá por estupro de jovem de 16 anos



A Polícia Civil de Jundiaí irá investigar um professor de capoeira acusado por uma adolescente de 16 anos de abuso sexual. O boletim de ocorrência foi registrado pela mãe da menor, que tinha o acusado como pessoa de confiança. Ele ainda não foi ouvido em depoimento.

Além de ser graduado em capoeira (praticante que ainda não atingiu o grau de mestre, mas pode ministrar aulas), o acusado trabalharia com passeios turísticos (não foi informado se ele é um guia turístico).

De acordo com relato da mãe, com base no que lhe foi contado pela filha, o abuso ocorreu após o capoeirista se oferecer para levar a filha da declarante para a casa (os pais da menor, ela e o acusado estavam no Parque da Cidade).

Por confiar no homem, os pais deixaram que ele levasse a menor para casa, sem desconfiar desconfiando de que, no trajeto, a adolescente passaria por momentos de terror nas mãos do adulto.

Segundo a mãe, sua filha contou que, logo de início, sozinho com a garota, o capoeirista propôs que ambos fossem a um motel para “dar uns beijinhos”.

A menor teria respondido “tá doido” e o adulto parado neste momento em um posto de combustíveis, onde foi até uma conveniência e voltou para o carro com duas latas de cerveja.

Imaginando que poderia estar em perigo, a jovem entrou em contato com uma amiga por mensagens de celular e revelou o que o adulto havia dito, dizendo que ele, anteriormente, já havia dado em cima de sua irmã.

Foi então orientada pela amiga e falar para o acusado que precisava ir embora, mas não teve tempo, já que, ao voltar para o carro, o capoeirista tentou beijá-la à força, dando-lhe uma lata de cerveja e pedindo para que bebesse.

A menor contou que afastou o adulto e salientou “tio, quero ir para casa”, momento em que ele mudou de conversa e começou a contar sobre uma suposta briga da qual participou, gabando-se de que, quando entrava em confronto, gostava que “oito viessem para cima”, pois apenas um não teria “graça”.

Chegando próximo ao apartamento da vítima, o “valentão” teria decidido não parar e, ao ser indagado, afirmou que precisava buscar algo em sua casa, e que em pouco tempo levaria a menor para casa.

Contrariada, teve de ir até a residência do adulto, que insistiu para que ela entrasse, pois seria “rapidinho”. Enquanto aguardava o homem em outra sala, já dentro do imóvel, a menor contou ter sido agarrada por ele, que mais uma vez tentou beijá-la à força.

Apesar de ser empurrado, ele teria continuado e feito coisa ainda pior, tirando o pênis para fora e tentando abaixar as calças da menor. Ele ainda teria forçado a mão da jovem para tocar em seu órgão genital e beijado seus seios, agarrando-a posteriormente por trás.

Mesmo percebendo o desespero da adolescente, o capoeirista teria dito “você já deveria estar de quatro na minha cama”. Ele teria desistido após a menor começar a receber mensagens no celular, acreditando que se tratasse da mãe da adolescente perguntando por ela.

Ele teria dito ainda para a menor não falar nada para a genitora, pois tinha medo dela, já que seria uma pessoa bastante esperta. Quando deixou a jovem em casa, fez uma ameaça, dizendo que, caso ela contasse para a mãe, estaria f...”

A princípio, a jovem não contou o caso aos pais, mas apenas para amigos. À noite, não aguentando, começou a chorar e revelou todo o drama que teria passado, motivo pelo qual a mãe procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.

O caso foi registrado com estupro. Se condenado, o acusado pode pegar uma pena de até 10 anos de reclusão. Para complicar sua situação, pode ter de cumprir pena um presídio com detentos que não toleram abusadores sexuais, como ocorre na maioria das unidades prisionais brasileiras.

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