Jundiaí - Jovem apanha do companheiro, é mantida presa, mas se nega a denunciá-lo



Uma jovem foi resgatada em Jundiaí nesta terça-feira, após ser mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro. O casal tem um filho de quatro anos que também foi encontrado no imóvel.

O alerta de que algo de errado ocorria com a mulher foi feito por duas colegas de trabalho à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), segundo a investigadora-chefe Lilian Picchi.

Elas revelaram que a conhecida não comparecia ao serviço desde o último dia 3, sequer tinha dado notícias para a própria família e acreditavam que estivesse sofrendo abusos por parte do companheiro já há algum tempo.

Também revelaram que foram procurá-la, mas não puderam conversar com a colega, já que foram atendidas na porta pelo companheiro dela, tendo a mulher apenas dito, do quarto, que estava tudo bem.

Por determinação do delegado Antonio Dota Junior, uma equipe da DDM (Lilian Picchi, Andrea e Tatiane) pediu apoio à Guarda Municipal e foi até a casa da desaparecida.

Ali, foi atendida pelo acusado e conseguiu entrar na casa, encontrando a mulher no quarto, deitada na cama, em companhia do filho, de quatro anos de casal.

Segundo as policiais apuraram, o imóvel estava em péssimas condições de higiene, além de estar praticamente sem alimentos. Já a moradora tinha no rosto maquiagem pesada para esconder hematomas percebidos.

De acordo com Lilian Picchi, durante todo o tempo, a moradora pediu para que a equipe fosse embora, afirmando que estava bem. Questionada sobre os hematomas, garantiu que não era nada e dizia ao companheiro o tempo todo: “Está tudo bem, amor”.

Percebendo que a jovem, ao contrário do que dizia, tinha bastante medo do companheiro, as policiais da DDM, junto com os guardas, conseguiram levá-la até uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Também conduziram o acusado até a sede da DDM para prestar esclarecimento, sendo ele autuado em flagrante por cárcere privado e lesão corporal após a companheira decidir contar, na instituição médica, que os hematomas haviam sido provocados por uma cotovelada dada pelo homem.

Apesar de as policiais apurarem que o acusado é usuário de drogas e que fica violento quando faz uso destas substâncias, a agredida garantiu que ele não é viciado e que é uma pessoa muito boa.

No entanto, pediu que o delegado conseguisse uma internação para o companheiro quando foi informada que poderia conseguir na Justiça uma medida protetiva determinando que ele não se aproximasse dela e dos filhos.


Fonte: Imprensa Policial