Conheça Francisco, um mini porco de estimação que vive em Jundiaí

(Foto: Sileimã Pinheiro/Arquivo Pessoal)

Depois de muitos anos sonhando em ter um porquinho de estimação para chamar de seu, a mineira Sileimã Pinheiro, de 34 anos, ganhou um presente diferente. Não era um sapato, uma bolsa ou algum outro item, mas um mini porco. Quase três anos depois, as redes sociais do animal ultrapassam 1 milhão de seguidores.

Desde criança, Sileimã foi criada no interior de Minas Gerais e passava horas na fazenda em contato com os animais.

“Minha mãe me ensinou desde criança a não comer os animais, então eu sou vegetariana desde pequenininha. Queria ter um porquinho, mas a vida seguiu. Fui fazer faculdade, participei de concursos de miss, viajei muito e nunca consegui realizar esse sonho.”

Em 2019, de forma inesperada como um presente, Francisco chegou na vida da mineira. De acordo com ela, não é o conto perfeito porque só seria se ela tivesse resgato ele.

“Na verdade ele me resgatou. Ele me salvou de uma vida de vaidades, uma vida sem um propósito.”

Francisco chegou pesando três quilos. Na época, a mineira morava em um apartamento junto com uma colega em São Paulo. Pouco tempo depois, surgiu o primeiro desafio: o barulho.

“Ele era pequenininho, mas escandaloso e aí parou o prédio. Fui administrando a situação e veio a pandemia. Conversei com a minha mãe para ela cuidar dele até as coisas melhorarem um pouco. Levei ele para Minas Gerais e deixei com ela, ele estava com cinco quilos”.

Após 10 meses, Sileimã foi buscar o Francisco em Minas Gerais e o porquinho estava bem diferente, pensando mais de 100 quilos. Ela conta que eles crescem até os 5 anos e ele podem chegar aos 250 quilos, mas não é saudável por conta das pequenas patas.

A mineira também conta que começou a mudar a vida para adaptar a do animal, como mudar de casa por exemplo.

“Fui para uma casa e tentamos levar a nossa rotina. Mesmo ele estando em uma casa, não tinha gramado, não tinha muito espaço. Eu via que ele queria correr, brincar. Comecei a trazer ele para Jundiaí, meu marido na época morava aqui no interior, então trazia ele no fim de semana. Só que para trazer ele tinha que ser em uma van, fazer toda uma logística. Era muito difícil”, comenta.

Ela explica que como o porco é um animal grande e dependente, tem que controlar o tipo de alimento e quantidade todas as vezes que for alimentar. Por isso, ela adaptou todos os horários de refeições e atividades físicas.

(Foto: Sileimã Pinheiro/Arquivo Pessoal)

“São quatro refeições por dia. Acordo, levanto ele, estimulo para ele sempre estar andando. É o normal dele ficar sedentário e não querer brincar, então faço esse trabalho de estimular, passear. Eu coloco os meus horários em volta dos horários dele”.

O café da manhã ocorre às 8h com vitaminas, uma fruta e legumes. O almoço sempre às 12h com legumes. Para o lanche da tarde entra a ração e depois um passeio. A janta às 21h com os legumes e uma proteína animal.

O nome de Francisco foi escolhido para o porquinho em homenagem ao São Francisco, o santo protetor dos animais. Hoje, Sileimã divide a rotina de cuidados e brincadeiras com mais de 1 milhão de seguidores, entre TikTok e Instagram.

Ela afirma que apesar do sucesso, ele mudou a vida dela de todas as formas.

“Ele me tornou mais consciente, mais pé no chão. Vivo uma vida com propósito das minhas escolhas, que não estou fazendo mal para nenhum animal. Além dos relatos que recebo de pessoas, que viram os vídeos dele e pararam de comer carne de porco, outras que se tornaram vegetarianas, outras que enxergaram a fofura nesse animal, só de fazer as pessoas refletirem, já valeu a pena”.

(Fonte: Tem+.Com/ Imagem: Sileimã Pinheiro/Arquivo Pessoal)

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