Três cachorros protagonizam atos de heroísmo e salvam quatro pessoas na Bahia


Duas situações dramáticas tiveram um desfecho feliz na Bahia. A polícia encontrou Paolo Razelli, de 53 anos, no meio da mata, em Trancoso, no sul da Bahia. O empresário italiano, que mora há sete anos na região, ficou quatro dias desaparecido. Estava desidratado e desorientado. As informações são do G1.
O faro apurado de Surah, de 3 anos, e de Bruna, de 2 anos, duas cadelas treinadas, ajudou os policiais. A família tinha entregue ao PMs palmilhas de sapato e camisas de Paolo.
“Foi apresentado, mais uma vez, o odor do desaparecido para os cães de busca e a cadela K9 Surah, da raça bloodhound, conseguiu trilhar por dentro da mata e, graças a Deus, atingiu o objetivo com êxito, encontrando o desaparecido”, conta Alexandre Costa, comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar.
Surah e Bruna têm mais três parceiros no canil. Na Idade Média, cães com essas características eram usados para farejar cervos e javalis. Hoje, são treinados para localizar drogas, explosivos e também rastrear pessoas.
“Ele trabalha de forma lúdica. Ele não tem o desgaste do trabalho, ele está fazendo ali como se fosse uma brincadeira, ele faz tudo para poder receber aquela bolinha, aquele brinquedo, aquele afago. Então, é um trabalho bastante gratificante, importante para a segurança pública, para a medicina”, continua o comandante. Em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, um cãozinho de 11 anos foi o primeiro a perceber que a casa da família estava pegando fogo.
Bob dormia com a professora aposentada Aline Lustoza, de 83 anos no quarto. Ao ver o fogo, que começou no ventilador, o cãozinho levou ao quarto ao lado um pano em chamas. Era onde estava a cuidadora Luciene Oliveira e Ivaldo Lustoza, de 86 anos. Nenhum deles tinha percebido nada. Só com o aviso de Bob é que conseguiram escapar.
“Quando eu o vi com o paninho, eu fui até o quarto, estava o ventilador já em chamas. Foi aí que eu chamei dona Aline: 'Dona Aline, levanta, que está pegando fogo’. Ela veio, saiu, e a gente tentando apagar o fogo. Se não fosse Bob, a gente tinha morrido”, relembra a cuidadora.
"Para mim, ele foi tudo. Tudo. Porque, se não fosse ele, eu não tinha acordado e nem a menina sabia que meu quarto estava pegando fogo. Então, para mim, ele é um herói", conta Aline. O casal de idosos, a Luciene e o Bob agora estão na casa de uma das filhas de Aline e Ivaldo.
"Uma gratidão por Deus, pelo cachorro e pela enfermeira, que salvaram meus pais. Graças a Deus, a Luciene e a Bob”, diz a filha Ivaline Lustoza.