Com "soldado de Deus" e "Coringa Reaça" ato antivacina aconteceu no último sábado em SP





No último sábado (8), um grupo de um pouco mais de 40 pessoas desceu a escadaria da Catedral da Sé, no centro da cidade de São Paulo, o hino nacional começou a tocar na caixa de som com rodinhas empurrada por um homem fantasiado de Coringa. Atrás dele, debaixo de uma chuva leve, pessoas levantavam cartazes contra as vacinas da covid-19 e o passaporte sanitário.


Alguns pedestres, ao entenderem o tema da manifestação se manisfestaram gritando "Fora Bolsonaro!", recebendo resposta "Vai se vacinar, comunista!"  Desde que a Anvisa autorizou, em dezembro de 2021, a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, grupos de direita se mobilizaram amplamente para pressionar os órgãos de saúde contra a medida. Inicialmente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a exigência de receita médica para a vacinação infantil, até recuar por cobranças de agilidade da parte de especialistas, secretários de Saúde e governadores.


No aplicativo Telegram, que concentra uma fatia generosa de grupos virtuais bolsonaristas e antivacinas, correntes contra a imunização de crianças foram disparadas diariamente para milhares de usuários. Na sexta-feira (7), em São Paulo, os gritos contra a autorização do uso da vacina da covid-19 em crianças se materializaram na Praça de Sé.


Conhecido nas redes bolsonaristas como "JK", John Kage, 48, foi uma das principais vozes do movimento na internet e um dos articuladores do encontro. Na Praça da Sé, foi abordado por praticamente todos os presentes, que o acompanham pelas redes sociais.


"Sou um soldado de Deus", respondeu o consultor ao ser perguntado sobre sua ocupação, e depois revelou também ser consultor de negócios. Nos últimos meses, ele e um grupo de amigos ajudaram a organizar outros eventos bolsonaristas na cidade. Apesar de não ser profissional da saúde, fala como se tivesse alguma autoridade no tema. Quem estava ao redor parecia confiar em seus pareceres.


O "Coringa Reaça",  o homem fantasiado de Coringa explicou as intenções do grupo. "Não somos negacionistas", alegou Renato do Nascimento, 44, comerciante. "Não somos contra as vacinas, somos a favor da liberdade e do direito de escolha."


(Fonte UOL)

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