Mulher com falso atestado de vacina morre de covid-19. "Se os médicos soubessem, ela teria sido salva", lamenta marido

 


Uma mulher de 57 anos faleceu de covid-19 no hospital Raymond-Poincaré, de Garches, em Paris. O caso gerou críticas contundentes dos médicos da instituição, porque a mulher apresentou um atestado falso de vacinação, o que impediu que ela recebesse o tratamento adequado a pessoas não vacinadas.

De acordo com a mídia local, que revelou as informações nesse sábado (11), ela havia comprado o falso atestado de vacina com um médico há alguns meses para não perder o emprego de recepcionista.

“Se os médicos soubessem que minha esposa não tinha sido vacinada, ela teria sido salva. Mas ela não queria que eu dissesse. (...) pois tinha medo de um processo judicial”, explicou o marido dela à BFMTV. Ele contou que se vacinou, mas não conseguiu convencer a mulher a fazer o mesmo. 

O médico responsável pela UTI do hospital criticou fortemente os profissionais que se dispõem a atestar falsamente os pacientes: "A todos os meus colegas, que prescrevem certificados de vacinação falsos, quero dizer que eles estão prestando um péssimo serviço aos seus pacientes e que os estão traindo!", denunciou.

O Caso

A mulher teve o tratamento iniciado seguindo o protocolo aplicado às pessoas vacinadas e sem comorbidades, mas seu estado de saúde piorou e progrediu rapidamente para uma síndrome respiratória aguda. 

Com a gravidade do caso, os médicos realizaram um teste de anticorpos contra o coronavírus e só assim descobriram que ela não havia se imunizado realmente. 

Com isso, a mulher não pôde receber a tempo "anticorpos neutralizantes, eficazes na redução do risco de progressão da doença". 

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