Aplicativo permite rastrear tudo que acontece no celular do seu parceiro. Mas o uso para esse caso é ilegal




O mSpy, app disponível para iOS, Android, MacOS e Windows, com mais de um milhão de usuários pagantes ativos, é um aplicativo de rastreamento usado como forma de segurança e que promete, de acordo com sua própria descrição, rastrear SMS enviados, recebidos ou deletados; Chamadas realizadas e recebidas; Localização e rotas do GPS; Aplicativo de mensagens e redes sociais.

O grande problema surgiu porque há muitas pessoas usando suas funcionalidades para rastrear o celular do parceiro, já que ele coleta as informações do dispositivo e envia para o Painel de Controle acessível de qualquer navegador para quem está pagamento pelo monitoramento online.

Para os dispositivos iOS, por exemplo, nem é preciso instalar o app, basta fornecer as credenciais da conta do iCloud do dispositivo alvo, que ele vincula o dispositivo à sua conta pessoal do mSpy (O acesso físico ao iPhone pode ser necessário caso a autenticação em duas etapas esteja ativada).

No android o App é instalado por meio do Painel de Controle.

O mSpy cobra pelo acesso por mês e o valor pode ir de R$ 114 a R$ 187, dependendo do tipo de plano que o espião escolher. A versão mais barata do sistema não dá acesso ao conteúdo de mensageiros e redes sociais, mas a versão premium é capaz de fazer absolutamente tudo "desde que o seu bolso esteja bastante cheio", explica o serviço.

Vale destacar, que segundo orientações da própria MSpy o "uso do aplicativo deve ser apenas para filhos e funcionários (com celular corporativo) e não para parceiros amorosos"

"O mSpy é uma solução líder de controle parental que permite aos pais monitorar e gerenciar a atividade online do iPhone, iPad, telefone Android ou tablet de seus filhos. Fique de olho no que seus filhos fazem online e proteja-os de bullying cibernético, predadores online, conteúdo adulto, pensamentos suicidas, uso de drogas e outros perigos que possam aguardá-los online."

Posso rastrear o celular de alguém que não seja meu filho menor de idade?

Não! quem invadir equipamentos de informática (celular, tablet, computador ou o que existir nesse nível) alheios para obter, adulterar ou destruir informações está sujeito a multa e prisão de três meses a um ano, podendo chegar a dois anos se forem roubados segredos comerciais, industriais - informações sigilosas. O crime fica mais grave se for cometido contra autoridades ou contra serviços públicos. Diz a Lei:
“Art. 154-A. Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.”

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