Tesouro Selic: como e por que investir?


*Por Daniel Funabashi, assessor de investimentos na iHUB

Um dos investimentos de renda fixa mais conhecidos no país, o Tesouro Selic é um título público federal disponibilizado pela plataforma do Tesouro Direto, com rentabilidade atrelada à taxa básica de juros da economia, a Selic. No passado, ele já foi conhecido como LFTs – Letras Financeiras do Tesouro, sendo negociado com esse nome na plataforma do Tesouro Direto.

Basicamente, a plataforma do Tesouro Direto negocia os títulos do Tesouro Nacional - o “cofre” do Brasil. Sendo um título de renda pública, investir no Tesouro Selic significa que o investidor emprestará dinheiro à União, ou seja, financiando, através disso, o desenvolvimento do Brasil. 

O Tesouro Selic é um dos títulos que são negociados na plataforma do Tesouro Direto. Ao todo, existem três tipos de títulos que podem ser negociados: pós-fixados, prefixados e os títulos híbridos. 


Quais são as características do Tesouro Selic?

Ele tem um prazo pré-definido e uma taxa de remuneração, equivalente à Taxa Selic, que atualmente está em 7,75% ao ano. 

Há dois tipos de Taxa Selic: Meta e Over. Abaixo, explico um pouco melhor qual a principal diferença entre elas: 

  • Taxa Selic Meta: é aquela taxa Selic anunciada em todos os lugares.
  • Taxa Selic Over: é uma taxa negociada no mercado, e ela é por volta de 0,10% abaixo da Selic Meta. 

Uma outra característica é que o Tesouro Selic tem um valor mínimo para aplicação. No momento, temos dois títulos negociados na plataforma do Tesouro Selic, um a R$109,27 e outro a R$110,45, logo, é um título muito mais acessível para qualquer pessoa fazer o seu investimento nele. 



Quando aplicar e resgatar o investimento no Tesouro Selic?

O Tesouro Selic é o título mais seguro que existe no Brasil, ou seja, qualquer investidor ou pessoa que deseja fazer os seus primeiros investimentos pode aplicar, pois, além da segurança, ele tem uma alta liquidez. 

É possível acessar o dinheiro e resgatar em apenas um dia útil, e ele estará na conta cadastrada, sendo uma ótima opção para guardar a reserva de emergência. 



Como fica a tributação? 

Esse é um tipo de investimento de renda fixa, por isso, ele segue a tabela regressiva, que funciona da seguinte maneira: Se o investidor colocou o dinheiro hoje, e resgatar em um dos períodos abaixo, pagará um percentual como imposto de renda. 

  • Antes de 180 dias: pagará 22,5% do que render como imposto;
  • Entre seis meses e um ano: pagará 20% do que render como imposto;
  • Entre um e dois anos: pagará 17,50% do que render como imposto;
  • Mais de dois anos: pagará 15% do que render como imposto.

Além do imposto de renda, também tem a incidência de IOF, caso resgate antes de 30 dias. A tabela do IOF é regressiva, e a cada dia vai diminuindo o percentual de rendimento. Recomendo que o melhor é investir nesses títulos com pelo menos 30 dias para obter a rentabilidade do mês. Mas, ainda assim, é melhor do que deixar o dinheiro na poupança, porque mesmo não tendo impostos, ela não tem bons rendimentos a não ser no aniversário. 

Por último, a taxa que o Tesouro Direto cobra de quem investe nos títulos do Tesouro Direto, que corresponde a uma taxa de 0,25% a.a, é cobrada apenas do que exceder R$10.000,00. Então, caso o investidor tenha para receber uma quantia inferior a R$10.000,00, não pagará nenhuma taxa.  



*Daniel Funabashi é assessor de investimentos da iHUB, empresa especializada em assessoria de investimentos credenciada pela XP Investimentos. Possui mais de 2,5 mil clientes, somando mais de R$ 1 bilhão em valores investidos sob custódia.

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