Quem mandou matar Bolsonaro? Investigação é reaberta e resposta pode surpreender - Itupeva Agora

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11/03/2021

Quem mandou matar Bolsonaro? Investigação é reaberta e resposta pode surpreender

Nesta quarta-feira (03/11) o TRF reabriu as investigações sobre o atentado sofrido pelo presidente Bolsonaro durante campanha eleitoral.
As investigações reabertas apuram se Adélio Bispo de Oliveira agiu a mando de outras pessoas no atentado
Segundo O Globo foi autorizado a quebra do sigilo bancário do advogado que é defensor do homem que atacou Bolsonaro com uma facada.
A liminar também blindava o acesso aos dados de empresas das quais o advogado é sócio. Além disso, impedia a busca e apreensão de livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários e do telefone do defensor de Adlélio.
As informações foram postados no Jornal O Globo. 
 
Relembre o atentado 




Em 6 de setembro de 2018 o então deputado federal Jair Bolsonaro sofreu um atentado durante um comício que promovia sua campanha eleitoral para a presidência do Brasil. Enquanto era carregado em meio à uma multidão de apoiadores, o deputado sofreu um golpe de faca na região do abdômen desferido por Adélio Bispo de Oliveira
Imediatamente após o ataque, Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde foi constatado que o esfaqueamento havia causado três lesões no intestino delgado e uma lesão em uma veia do abdômen que gerou uma forte hemorragia. Mesmo com a gravidade dos ferimentos e com uma grande perda de sangue,o presidenciável conseguiu sobreviver. Ao todo, Bolsonaro realizou quatro cirurgias relacionadas aos danos causados no atentado.
Adélio foi preso em flagrante pela Polícia Federal e conduzido para a delegacia central da cidade.Após investigação a polícia concluiu que Adélio agiu sozinho no crime, sem ser orientado por um mandante.Em junho de 2019, a prisão preventiva de Adélio foi convertida em uma internação por tempo indeterminado na penitenciária federal de Campo Grande no Mato Grosso do Sul. A faca utilizada no atentado foi coletada pela Polícia Federal e atualmente está em exposição no museu da corporação em Brasília.

Adelio Bispo

O autor da tentativa de homicídio foi preso em flagrante pela Polícia Federal e identificado como Adélio Bispo de Oliveira (Montes Claros, 6 de maio de 1978).Adélio Bispo afirmou ter cometido o crime "a mando de Deus". Em seu perfil no Facebook, constam críticas à classe política em geral, ao presidente Michel Temer e teorias da conspiração contra a Maçonaria. O autor do atentado foi filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), entre 2007 e 2014, e já respondia a um processo por lesão corporal, que teria sido cometida em 2013. Uma sobrinha afirmou que Adélio foi missionário evangélico e que tinha se afastado da família, dizendo também que ele "tinha ideias conturbadas".
Adélio esteve no Clube de Tiro 38, em São José, na região da Grande Florianópolis, no dia 5 de julho de 2018, após receber informações de que lá frequentavam dois filhos de Jair Bolsonaro, um deles o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Isso poderia indicar uma possível premeditação de quase dois meses para a execução do atentado.
A Polícia Federal investigou um volume de 2 terabytes de arquivos, sendo 150 horas de vídeo e 1200 fotos.Dados do celular de Adélio mostram que sabia da agenda do presidenciável e que filmou e fotografou locais onde o candidato estaria na cidade, como o hotel onde haveria um almoço com empresários, a Câmara Municipal de Juiz de Fora, a FUNALFA e que havia acompanhado Bolsonaro o dia todo.Ele usou uma faca adquirida em Florianópolis, carregou-a envolvida por um jornal e escondida dentro de sua jaqueta.Duas testemunhas afirmaram que Adélio se aproximou do candidato a pretexto de fotografá-lo. Após o ataque, uma pessoa capturou a faca e entregou a um vendedor de frutas próximo que colocou o instrumento em uma sacola plástica e entregou à Polícia Federal.:11,12 Após a perícia confirmou que o perfil genético do sangue encontrado na lâmina era de Jair Bolsonaro. Imediatamente após o ataque, quatro advogados foram contratados, de forma desconhecida, para a defesa de Adélio Bispo de Oliveira. As versões dadas por eles sobre o financiamento da defesa se divergem. O relatório final da Polícia Federal (PF), no inquérito que investiga o atentado a Jair Bolsonaro, deve apontar que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho ao decidir atacar o presidenciável em Juiz de Fora (MG).
Após ouvir mais de trinta pessoas e quebrar os sigilos financeiro, telefônico e telemático de Adélio, o delegado federal Rodrigo Morais e sua equipe não encontraram nenhum indício de que o autor da facada tenha agido a mando de outra pessoa ou grupo.
Investigações preliminares da PF divulgadas em 18 de outubro de 2018 encontraram laços de Adélio com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais organizações criminosas do Brasil, incluindo a amizade do executor do crime com membros da facção e o histórico de clientes dos advogados de Adélio, que inclui a defesa de integrantes do PCC. Os defensores negaram elo com o grupo.Pouco antes do segundo turno das eleições, que ocorreu em 28 de outubro, o(s) financiador(es) dos advogados da defesa deixaram de repassar os valores.
Em 14 de junho de 2019, o juiz federal Bruno Savino proferiu a sentença de Adélio, convertendo a prisão preventiva em internação por tempo indeterminado. De acordo com Savino, restou "comprovada a inimputável" do réu, ficando assim "isento de pena." Deste modo, foi determinada sua internação na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, pois transferi-lo para o sistema prisional, segundo a sentença, "lhe acarretaria concreto risco de morte." Savino afirmou, ainda, que Adélio demonstrava que ainda tinha a intenção de assassinar Bolsonaro.

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