Mulher chantageia padre que tinha conversas íntimas com marido dela e acaba presa por extorsão - Itupeva Agora

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11/04/2021

Mulher chantageia padre que tinha conversas íntimas com marido dela e acaba presa por extorsão

 


Uma mulher de 27 anos foi presa em São Paulo sob acusação de extar chantageando e extorquindo dinheiro de um padre de 50 anos, da Diocese de Catanduva (SP). De acordo com o G1, a mulher descobriu que seu marido tinha conversas íntimas com o padre e passou a exigir dinheiro para manter silêncio.

Segundo informações do G1, o padre chegou a pagar R$ 3 mil desde a descoberta, em julho, mas em setembro, a acusada exibiu mais R$ 20 mil para não revelar as conversas. O padre procurou à polícia e foi orientado a dizer que faria o pagamento.

No dia 15 de setembro, um mototáxi foi até a casa do padre para retirar o dinheiro e os policiais o acompanharam até o local de trabalho da mulher, que foi presa em flagrante ao receber o falso pacote de dinheiro.





Ela, que vai responder pelo crime de extorsão, foi solta em liberdade provisória no dia seguinte à prisão, com a condição de não manter contato com o padre e a obrigação de comparecer ao Fórum mensalmente, para informar suas atividades. 

Extorsão

O crime de extorsão está previsto no artigo 158 do Código Penal Brasileiro:

Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa:

Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e multa.

§ 1.º - Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma, aumenta-se a pena de um terço até metade.





§ 2.º - Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3.º do artigo anterior.

§ 3.º Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica, a pena é de reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, além da multa; se resulta lesão corporal grave ou morte, aplicam-se as penas previstas no art. 159, §§ 2.º e 3.º, respectivamente. (Acrescentado pelo L-011.923-2009).

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