Igreja e pastor são condenados por criticar filha de fiel que tocou hino do Corinthians no casamento e postou fotos sensuais - Itupeva Agora

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11/16/2021

Igreja e pastor são condenados por criticar filha de fiel que tocou hino do Corinthians no casamento e postou fotos sensuais

 

Imagem ilustrativa (Meu timão)

A igreja evangélica Assembleia de Deus e um pastor foram condenados a pagar uma indenização de R$ 10 mil por danos morais a uma fiel que teve a família criticada durante um culto, como pela filha postar fotos sensuais e tocar o hino do Corinthians no casamento.

"Vou falar aqui publicamente e não estou nem ai para as consequências, vamos parar todos na delegacia se quiser, mas vou falar. Irmão é aquele que coopera… E tem uma família que me deu vários problemas, que família infeliz. A filha é pior que a mãe talvez, é uma família tribulosa, se eles não aparecerem mais aqui na igreja, eu agradeço, é um favor que me faz… Família que só causa confusão! Adiantou ser crente mais de cinquenta anos e a filha é uma rebelde? Que tipo de casa é aquilo?… Posso nem chamar de lar. A filha com fotos sensuais no Facebook, tocar hino do Corinthians na entrada do noivo pode! Eu só fiz aquele casamento porque sou um homem de caráter, mas a minha vontade foi virar as costas e ir embora. Estou de saco cheio dessa família, pode nem ser chamada de família…”, disse o pastor, segundo o portal Voz da Bahia.





A mulher conta que frequenta a igreja há mais de cinquenta anos, mas passou a sofrer assédio quando passou a se ausentar de cultos por conta de outras atividades, o que motivou o processo, que pedia R$ 50 mil, a princípio.

Em sua defesa, a igreja disse que o nome da fiel não foi citado e que a acusadora profanou o sagrado, além de ofender o pastor e a igreja na petição. 

O pastor se defendeu dizendo que os fatos que mencionou são verídicos e que a mulher foi usada de exemplo para que outros fieis não se desviem do caminho proposto pela igreja. 

A juíza Camila Sani Pereira Quinzani da 4ª Vara Cível da Comarca de São Paulo disse na sentença que os fatos mencionados pelo pastor possibilitaram a identificação da fiel, ainda que o nome não tenha sido mencionado. 





Ainda segundo a juíza, o direito à liberdade de expressão e o suposto intuito do pastor "de usar como exemplo a família ‘desviada’ da autora dentro da comunidade religiosa não é irrestrito e encontra limites frente à honra e imagem da autora, direito constitucional igualmente garantido. É evidente que a exposição da autora, da forma como realizada pelo pastor, dentro da comunidade crente, afetou a esfera extrapatrimonial”.

A juíza destacou que não compete à Justiça fazer julgamento sobre "profanação do sagrado", já que o Estado é Laico. 


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