CNN explica em detalhes relação de Lula e do PT com as “ditaduras de esquerda” - Itupeva Agora

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11/25/2021

CNN explica em detalhes relação de Lula e do PT com as “ditaduras de esquerda”



Lula, ao ser questionado em entrevista ao EL PAIS, sobre o presidente da Nicaragua, deu uma resposta extremamente infeliz, comparando o ditador com Angela Merkel “Por que Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e Daniel Ortega não? Por que Felipe González (ex-presidente da Espanha) pode ficar 14 anos no poder? Qual a lógica?”.

Essa não é a primeira vez, que o presidente demonstra apreço por ditadores, na época da eleição do próprio Ortega o PT emitiu nota dizendo que a eleição em que todos os concorrentes de Ortega estavam presos ou exilados foi “uma grande manifestação popular e democrática”.

Além da Nicaragua o PT e o Lula já apoiaram publicamente outras ditaduras de esquerda, como a de Cuba, China, Venezuela e Coreia do Norte. A CNN relembrou alguns casos:


Cuba


Na morte de Fidel Castro, em 2016, Lula afirmou sentir sua morte “como a perda de um irmão mais velho, de um companheiro insubstituível, do qual jamais me esquecerei.”

Durante os protestos contra o governo cubano de julho deste ano, Lula disse que o movimento não tinha “nada de especial”, e saiu em defesa do atual presidente cubano Miguel Díaz-Canel, sucessor da família Castro, afirmando que ele estava “no meio do povo”, conversando com as pessoas.


Coreia do Norte


Arelações bilaterais entre os países ficaram mais estreitas durante o governo de Lula.

Em 2006, os países assinaram um acordo comercial com o objetivo de intensificar e diversificar as relações comerciais bilaterais “em bases mutuamente vantajosas”. Em 2009 ainda houve a assinatura de protocolo adicional e a instalação da embaixada brasileira em Pyongyang.

Entre 2000 e 2015, o acordo comercial entre os países totalizou a movimentação de US$ 2,5 bilhões (R$ 14 bilhões na atual cotação).


China


Durante o governo de Lula, a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o país asiático também passou a ser o maior fornecedor de produtos importados.

Em entrevista à agência chinesa Xinhua, em 25 de março, Lula afirmou que o governo de Xi Jinping era um “exemplo de que é possível cuidar da população por meio de um governo sério e com responsabilidade para com seu povo”, referindo-se à pandemia da Covid-19.

Quando o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a China havia inventando o cornavírus, Lula saiu em defesa, declarando que a agressão estava “desqualificando nosso maior parceiro comercial.”

“No primeiro em que eu fui presidente o fluxo de comércio entre Brasil e China era de apenas US$ 6 bilhões, quando eu sai, em 2010, era de US$ 76 bilhões. Ou seja, cresceu 16x a relação comercial entre Brasil e China no meu período. A China é um país extremamente importante na relação com o Brasil”, declarou Lula em entrevista ao jornal chinês Guancha.

Lula ainda ressaltou na entrevista a forte relação do Partido Comunista Chinês com a população. “A China tem um partido, que é resultado da revolução de 1949 do Mao Tsé-Tung. A China tem poder, um estado forte que toma decisões e que as pessoas cumprem. Coisas que não temos no Brasil.

No último dia 22, a ex-presidente Dilma Rousseff também elogiou a China. “A China representa uma luz nessa situação de absoluta decadência e escuridão que é atravessada pelas sociedades ocidentais”, declarou a petista ocorreu durante lançamento do livro “China, o Socialismo do Século 21”, da Editora Boitempo.


Venezuela


As relações de Lula e do PT com a Venezuela sempre foram bem consolidadas, primeiro com ex-presidente Hugo Chavéz e posteriormente com Nicolás Maduro.

Após o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, houve um estremecimento, em que Maduro expulsou o então embaixador Ruy Pereira do país.

Neste ano, durante as eleições em novembro, o PT emitiu um comunicado saudando o pleito venezuelano. O PT afirma que “o processo eleitoral ocorreu em total respeito às regras democráticas e concedeu a vitória do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em vinte estados, tendo a oposição vencido nos três restantes.”

E ainda desejou que o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos fosse rompido pela convivência pacífica e com união.

Durante a crise política venezuelana em 2019, quando o opositor Juan Guaidó declarou-se presidente interino do país, a presidente do PT Gleisi Hoffmann criticou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump por reconhecerem Guaidó como mandatário.

Gleisi defendeu que Maduro havia sido eleito de forma democrática, em um processo eleitoral legítimo. Ainda disse que a posição dos governos brasileiro e norte-americano poderiam criar um efeito de instabilidade em toda a América Latina.

Em 2020, quando o então secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo fez uma visita a Roraima, Lula afirmou que o diplomata só visitou o Brasil para “provocar a Venezuela”.

“Gostemos dele ou não, a Venezuela tem um presidente eleito”, afirmou Lula, em uma entrevista à agência de notícias Reuters à época. “Os EUA precisam desistir dessa mania de querer ser o xerife do mundo.”

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