Brasil poderá ter 4º de Covid após carnaval - Itupeva Agora

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11/19/2021

Brasil poderá ter 4º de Covid após carnaval



A situação da covid-19 na Alemanha é dramática, disse nesta quarta-feira (17) a chanceler Angela Merkel, pedindo um esforço para distribuir doses de reforço mais rapidamente e apelando aos que não acreditam na vacinação para que mudem de ideia.

O Instituto Robert Koch informou hoje que os casos confirmados aumentaram em 52,82 mil à medida que a quarta onda da pandemia ganha força na Europa.

"Não é tarde demais para optar por uma primeira vacina", disse Merkel a um congresso de prefeitos de cidades alemãs. "Todos que são vacinados se protegem e protegem os outros. E se um número suficiente de pessoas for vacinado, essa é a saída para a pandemia", acrescentou.

Para Angela Merkel, é preciso um "esforço nacional" para conseguir uma distribuição em massa de doses de reforço de vacinas contra a covid-19, uma vez que a proteção oferecida pelos imunizantes começa a diminuir seis meses após a aplicação da segunda dose.

Já no BrasIl, os números da pandemia de covid-19 seguem bastante controlados. A taxa de contágio medida pelo Imperial College, de Londres, está há quase 40 dias em 0,63. Quando abaixo de 1,0, é sinal de que a pandemia perde força. A média móvel de mortes ficou neste domingo em 337 óbitos por dia, uma redução de 23% na comparação com o indicador de duas semanas atrás.

Todo esse comportamento da pandemia tem basicamente uma explicação: a forte adesão dos brasileiros à vacinação. Chegamos a 71% da população vacinada com pelo menos a primeira dose, sendo 51,2% completamente imunizada com D1 e D2 ou com dose única. Proporcionalmente ao tamanho da população, somos o 16º país mais vacinado do mundo. Já ultrapassamos nações como Estados Unidos e Reino Unido.

Em Pernambuco, o secretário de Saúde André Longo afirmou que acompanha situação na Europa e que a atual preocupação hoje é com a sazonalidade das viroses respiratórias.

Pernambuco ainda tem 593 mil pessoas com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso e, de acordo com o governo, atualmente não há segurança sanitária para festas como réveillon e Carnaval.

"Hoje não há segurança sanitária para grandes eventos que gerem aglomeração”, afirmou o secretário de Saúde André Longo, ao ser questionado sobre a realização desses eventos.

"Hoje nossa preocupação não é com o carnaval, é com a sazonalidade. Para não termos que, mais uma vez, se submeter a ter que regredir o plano de convivência e suspender atividades, só há um caminho, que é a vacinação massiva da população antes da chegada da sazonalidade", destacou o secretário.

Ja na Bahia, o O governador Rui Costa voltou a falar sobre a pressão que tem recebido de representantes do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) e da comissão de vereadores de Salvador, sobre a realização do carnaval de 2022.

Em entrevista, Rui citou dados sobre o crescimento de casos de Covid-19 no mundo, para argumentar sobre o risco que é autorizar uma festa com milhões de pessoas na rua, sem a capacidade de conferir cartões de vacinação e o uso de máscaras.

"As pessoas, em uma sede de realizar o seu sonho festivo e empresarial, estão se esquecendo do drama que a gente viveu em um ano e meio. Eu não colocarei a população em risco. Não vou colocar minha cabeça no travesseiro e ficar, eventualmente, me lamentando por ser responsável por dezenas ou centenas de mortes, com a realização de um carnaval, quando eu tenho no dia de hoje em torno de 2.500 casos positivos", argumentou.

O governador ainda citou medidas restritivas de outros países com relação à pandemia da Covid-19. Detalhou, inclusive, que tem países fechando cidades quando aparecem cinco casos.

Itupeva e região não terão Carnaval

De forma conjunta e unânime, os prefeitos, e os secretários e gestores de Cultura dos Municípios que compõem o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) – Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinú, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista -, além dos Municípios de Itatiba, Valinhos e Vinhedo, decidiram, em reunião realizada em plataforma on-line na manhã desta terça-feira (09), pela não realização do Carnaval 2022.

Apesar do avanço da vacinação da população contra a Covid – 19 e a redução dos níveis de internação e falecimento em decorrência da enfermidade, a proposta leva em consideração diversos aspectos, como a atenção aos índices hospitalares, suscetíveis a impactos após as festas de final de ano, bem como a instabilidade enfrentada no período de pandemia, que dificulta o cumprimento do planejamento e dos prazos legais para a contratação e entrega de serviços estruturais necessários.

A decisão conjunta leva também em consideração a sensibilidade pelas famílias enlutadas pela recente perda de seus entes queridos para a doença e evita que decisões unilaterais possam promover fluxos de foliões, para além do que já se registra com a vinda de moradores da capital e de outros Municípios do interior do Estado.

Os gestores seguem disponíveis para o diálogo com os representantes das agremiações e blocos carnavalescos, com foco na possibilidade do planejamento de atividades temáticas com controle de público fora deste período e na organização do Carnaval 2023.

Secretários e gestores de Cultura


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