Avião que estava Marília Mendonça bateu em fios de energia antes de cair - Itupeva Agora

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11/05/2021

Avião que estava Marília Mendonça bateu em fios de energia antes de cair

A Aeronáutica apura diversas hipóteses para o acidente aéreo que matou a cantora Marília Mendonça, de 26 anos, na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais --entre elas a possibilidade da aeronave ter colidido contra fios de alta tensão próximos ao local.
O avião, um bimotor King Air da Beech Aircraft, fabricado em 1984, decolou de Goiânia e caiu em uma cachoeira a 2 quilômetros da pista onde faria o pouso, segundo informou a Polícia Militar mineira. A aeronave tinha capacidade para 4,7 mil quilos e podia levar até 6 passageiros.
Segundo o jornalista Datena, que conversou com o piloto que testemunhou o acidente, o avião que transportava Marília Mendonça bateu supostamente em uma torre de alta tensão que estava no alto de um morre. O piloto e o copiloto não teriam conseguido visualizar os cabos, visto que não tinham as sinalizações necessárias, as bolas laranjas servem para evitar qualquer acidente ou contato com os fios.
A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais S.A) confirmou que o avião atingiu um cabo de uma torre de distribuição da Companhia no município de Caratinga.
Informações preliminares relatadas por pilotos que sobrevoaram a região próximo ao momento do acidente e também de testemunhas são de que o avião "rasgou" fios de alta tensão ligadas a uma torre próximo ao local.
Os órgãos aéreos da região já haviam recebido relatos de outros pilotos antes do acidente, nos meses de setembro e agosto, de que os fios elétricos atrapalhariam o pouso no aeródromo de Caratinga. São relatos denominados de Notam (Notificação Aeronáutica) e que indicam dados sobre riscos e alertam outros pilotos que se dirigem à região sobre perigos para operar no local.
Antes de o avião cair, moradores contaram ao Estado de Minas que o equipamento começou a girar, até cair "de bico" na cachoeira.
"Primeiro, soltou uma peça do avião, que caiu próximo a casa de um morador do condomínio. Em seguida, o avião começou a girar no ar em formato de parafuso. Bateu de bico na cachoeira. Ouvi um grande estrondo", contou o morador. Segundo ele, o barulho da queda foi "parecido com o de uma forte batida de carro", relatou uma testemunha que mora em um conjunto de casas próximo ao local do acidente.

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