Várzea Paulista - Menina acusa pai de estupro. Casal diz que a filha mente


Uma garota de apenas 12 anos procurou ajuda na portaria do condomínio em que mora, em Várzea Paulista, acusando o próprio pai de estuprá-la continuamente no último ano.

O homem foi detido pela Polícia Militar e levado à delegacia para prestar esclarecimento. Ele negou o crime e afirmou que a filha tem mania de inventar as coisas.

A mãe da menor deu a mesma versão do companheiro, garantindo que a filha mente. Ela argumentou que, em determinada ocasião, a menina chegou a dizer na escola que tinha irmãos gêmeos, mesmo sendo filha única.

Já em seu relato, a garota afirmou que há um ano vem sofrendo abuso do pai. Disse que os estupros ocorreram dentro de casa, sempre quando sua mãe está fora, e que o último foi praticado no dia 23 passado.

A menina contou ainda que, durante os abusos, não houve penetração. Disse que o pai tocou em suas partes íntimas, o que, de acordo com a lei, já se configuraria crime de estupro de vulnerável, conforme redação dada pelo artigo 217-A do Código Penal.

O pedido de ajuda da menor foi feito na portaria durante a noite desta segunda-feira (25). Ela relatou o que teria sofrido e o funcionário resolveu conversar com a síndica, que foi até o apartamento da família.

A PM também foi acionada e conduziu às partes à delegacia local. Além de afirmar que a filha mente, o pai alegou que ela teria feito a falsa denúncia após o declarante encontrar no aparelho celular da jovem mensagens de um aluno da mesma escola pedindo fotos da criança nua.

Após ouvir as versões, o delegado plantonista decidiu indiciar o acusado por estupro de vulnerável, mas não prendê-lo em flagrante. Ele requisitou auxílio psicológico para a menor e aguarda laudo para apurar se ela está ou não falando a verdade.

O delito de estupro de vulnerável tem pena de até 15 anos de reclusão. De acordo com a norma, comete o crime o “autor de conjunção carnal” ou que pratica “outro ato libidinoso contra menor de 14 anos”.


Fonte: Imprensa Policial

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