"Desumano": Procon-SC determina que açougues não cobrem por ossos

 


O Procon de Santa Catarina determinou a suspensão da venda de ossos em açougues do estado, sob pena de prática de "vantagem excessiva", de acordo com o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor.

A proibição veio depois que a imagem de um cartaz avisando que "osso não é doação" em um açougue em Florianópolis viralizou nas redes sociais, gerando críticas. O estabelecimento, inclusive, retirou a placa e o proprietário contou que sempre doou os ossos de boi, mas que os açougues passaram a cobrar recentemente. 

"Sempre vendi (osso), mas aumentou. Quando vem uma pessoa necessitada, eu ainda faço a doação. Desde a pandemia, caiu muito o movimento. As pessoas não estão mais comprando a carne aqui”, disse ao G1.





Tiago Silva, diretor do Procon estadual, disse que a cobrança é usada para afastar os mais pobre e classificou como desumana a atitude. 

“A forma como foi colocado aquele cartaz, com aqueles dizeres, tem um intuito claro de afastar as pessoas que vão pedir ossos no açougue. É desumano, sabendo a situação que muitas famílias hoje se encontram”, disse à Folha de São Paulo.

O Procon também emitiu uma nota técnica recomendando que empresas, como açougues e mercados, "se abstenham de cobrar por ossos bovinos e apenas efetuem as doações". A prática, no entanto, é permitida pelas legislações nacional e estadual.

Com informações do G1, Metro1, Yahoo e Folha de São Paulo.

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