Seguindo discurso de anos anteriores, Bolsonaro apresenta versões contestadas sobre a pandemia, economia e no desmatamento


Em discurso na 76ª Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na manhã desta terça-feira (21), em Nova York, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido),tentou atrair investidores internacionais, mas continuou a se comunicar em grande parte com o seu público interno bolsonarista.

Atacando a imprensa, utilizando informações não verídicas ou retiradas do contexto, como no caso do combate ao desmatamento na Amazônia, foram quase 12 minutos em que a insistência em enaltecer praticas sem a comprovação científica para o combate à pandemia de covid-19 como o tratamento precoce e críticas ao lockdown.

Sem apresentar dados concretos do que falava em seu discurso, Bolsonaro enfatizou um país recuperado, o que está na contra mão dos fatos, o ranking da própria ONU, divulgado em junho, mostrou que o investimento estrangeiro no Brasil em 2020 despencou para níveis de 20 anos atrás, diante da dificuldade de controlar a pandemia de covid-19 e das incertezas sobre os rumos econômicos e políticos do país.

As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo”, disse o presidente criticando uma medida já comprovada como eficaz pela ciência, e falando sem comprovação de que as medidas de restrição tenham sido responsáveis por pela inflação no país. 

Seguindo a toada de seus discursos em  2019 e 2020, ele mais uma vez defendeu o trabalho que seu governo vem realizando pela preservação da Amazônia. Bolsonaro disse que o desmatamento caiu 32% apenas em agosto, o que mais uma vez não condiz com a verdade, entre janeiro e agosto de 2021, o desmatamento foi de 6.026 km² —queda de 32% em relação ao mesmo período no ano anterior.

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