Investigada na CPI da Covid, Prevent Senior ocultou mortes em estudo sobre cloroquina

Foram um total de nove pacientes 'cobaias' morreram durante a pesquisa, mas os autores de estudo da empresa só mencionaram duas mortes. O plano de saúde Prevent Senior ocultou mortes dos participantes do estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a Covid-19, aponta um dossiê que os membros da mesa da CPI da Saúde tiveram acesso. A pesquisa é usada pelos defensores da cloroquina para justificar a prescrição do medicamento. A CPI da Covid recebeu um dossiê com uma série de denúncias de irregularidades, elaborado por médicos e ex-médicos da Prevent. O documento informa que a disseminação da cloroquina e outras medicações foi resultado de um acordo entre o governo Bolsonaro e a Prevent. Segundo o dossiê, o estudo foi um desdobramento do acordo. Em nota a Prevent disse que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários." O Ministério Público de São Paulo vem investigando a Prevent Seniorque abriu um inquérito civil após uma reportagem da GloboNews mostrar 12 relatos de associados do plano que estavam recebendo o kit covid. Parte deles nem sequer tinha diagnóstico confirmado de Covid-19. O MP investiga o uso de medicações sem eficácia comprovada, como flutamida, etanercepte, heparina inalatória e ozonioterapia. DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo) e ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) também abriram investigações.

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