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Em discursos no 7 de setembro Bolsonaro diz que não cumprirá mais decisões de Alexandre de Moraes

Os discursos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na última terça-feira (7), dia da independência, em Brasília e na cidade de São Paulo, roubou as manchetes dos noticiários, portais e jornais no país todo, isso porque suas falas foram consideradas ofensivas como ao afirmar que não vai mais cumprir as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) na capital paulista ou na capital federal 'Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos'. Na parte da manhã o discurso aconteceu em Brasília em um carro de som ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão e dos ministros Walter Braga Netto (Defesa); Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência); Onyx Lorenzoni (Trabalho); Milton Ribeiro (Educação); Fabio Faria (Comunicações); Anderson Torres (Justiça e Segurança); João Roma (Cidadania); Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos); Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Gilson Machado (Turismo) e Joaquim Leite (Meio Ambiente), no qual sem citar nomes disse: "Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos três poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos". Em São Paulo, Bolsonaro voltou criticar o sistema eleitoral brasileiro, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate ao coronavírus, além de dizer que não vai mais cumprir as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Dizer a vocês, que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou, ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais”, disse. Pela Constituição brasileira, ninguém pode descumprir decisão judicial. O Ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, está a frente do inquérito que investiga o financiamento e organização de atos contra as instituições e a democracia e pelo qual já determinou prisões de aliados do presidente e de militantes bolsonaristas. O presidente voltou a falar em voto impresso e criticou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não mencionou o nome de Luís Roberto Barroso. O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso foi arquivado na Câmara dos Deputados em agosto, uma derrota para o governo Bolsonaro. O chefe do executivo criticou governadores e prefeitos que seguiram a ciência e determinaram o isolamento social como medida para evitar a propagação do coronavírus e terminou seu discurso voltando a dizer que não vai ser preso. "Preso, morto ou com vitória. Dizer aos canalhas, que eu nunca serei preso.’

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