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Movimentos sociais entram com ação de R$ 10 milhões contra empresa por foto de funcionários com falta de diversidade


Entidades civis que representam movimentos negros, feministas e de defesa dos direitos humanos entraram com ação de 10 milhões contra a XP Investimento por não apresentar - na visão da entidade - diversidade no quadro de funcionários e pede R$ 10 milhões por dano social e moral coletivo, além de cobrar que a empresa adote as seguintes medidas:

A composição do quadro de contratados permanentes ou temporários tenha a mesma proporção de negros, mulheres e indígenas presente na sociedade brasileira;

Sejam disponibilizados cursos gratuitos e estágios remunerados para promover a formação e a experiência profissional desses colaboradores;

Haja cotas para pessoas idosas e pessoas com deficiência;

Seja estabelecido um prazo de 90 dias para apresentação de um plano de diversificação do quadro de colaboradores;

Seja definido um prazo de 90 dias para apresentação de plano de aceleração de carreira, para favorecer a diversidade em todos os níveis da gestão empresarial;

As empresas incorporem ao conselho de administração quatro novos membros, integrantes das comunidades sub-representadas;

Seja contratada uma auditoria externa para acompanhar a execução das medidas.

O pedido gerou discussão nas redes sociais, com alguns achando que realmente a empresa deveria ser mais inclusiva, enquanto outros apontam que deveria caber apenas à empresa quem ela contrata ou não.

Em nota enviada ao Uol, a XP reconheceu que "a inclusão de pessoas negras na companhia e rede de parceiros é uma questão fundamental" e disse que tem metas internas para "aumentar a contratação, em todos os cargos, de pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+ e PCDs".

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